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O treinador do Vitória de Guimarães manifestou-se hoje ''satisfeito'' pelo triunfo frente ao Nacional (2-0), na 22.ª jornada da Liga de futebol, considerando um ''pecado'' se o selecionador Carlos Queiroz prescindir de Nuno Assis no Mundial2010.
Contrariando a ideia do treinador do Nacional, Manuel Machado, que disse que o triunfo se justificou pela primeira parte, o técnico Paulo Sérgio disse que ''os jogos têm 90 minutos'' e que o Vitória de Guimarães ''justificou o triunfo pela primeira e segunda partes''.
''A equipa apresentou-se muito bem, esclarecida, com muito futebol, depois soube gerir o jogo o que é prova do crescimento e amadurecimento dos jogadores. Estou satisfeito e deixo aqui o meu grande elogio para os jogadores'', afirmou.
O Vitória está agora a dois pontos do Sporting, quarto classificado, adversário que visita na próxima jornada. ''O resultado de hoje não influencia a nossa postura em Alvalade porque encaramos cada partida sempre com forte determinação em vencer'', avisou Paulo Sérgio.
O treinador não quis terminar a conferência de imprensa sem enviar um recado com destinatário explícito: ''Respeitando a opinião de todos, quero dizer que seria de todo injusto não ver o Nuno Assis na África do Sul em Junho''.
Para o treinador vitoriano, o médio justifica essa chamada ''não só pelo que fez hoje, mas pela sua consistência e perfume, porque ele não é só criativo quando tem a bola''.
''Seria um pecado nesta fase da sua carreira o Nuno Assis não estar na fase final do campeonato do mundo. Não vejo muitos jogadores nos clubes grandes com o desempenho dele e não quero pensar que não jogar num deles ou no estrangeiro seja credencial menor para lá estar'', concluiu.
O treinador do Nacional também considerou justo o triunfo do Vitória de Guimarães justificando-o com ''a entrada menos conseguida'' da sua equipa e com ''os erros'' que estiveram na origem dos dois golos.
''O jogo fica definido pelo primeiro tempo: uma boa entrada do Vitória de Guimarães e dois erros graves aproveitados pelo adversário'', analisou Manuel Machado.
Segundo o técnico, a equipa insular podia ter reduzido ainda na primeira parte, primeiro num remate de Pecnik e depois num ''lance que podia mudar o rumo do jogo quando o Diego, depois de quase ter ultrapassado o Nilson, hesitou e não fez o golo''.
No segundo tempo, o Vitória ''fez uma gestão inteligente do resultado, com muitas interrupções do jogo. A equipa reagiu bem, mas não tão bem como eu esperaria'', concluiu.
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