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O selecionador português revelou hoje ter um acordo com a Federação Portuguesa de Futebol no sentido de, caso falhe a qualificação para o Mundial2014, o seu contrato poder ser “rescindido pela entidade patronal sem qualquer indemnização a pagar”.
“É o mesmo acordo que fiz com Gilberto Madaíl quando assinei o primeiro contrato. A partir do momento em que Portugal não tivesse possibilidades de ser qualificado para o Euro2012, o contrato podia ser rescindido sem qualquer indemnização”, disse Paulo Bento, em entrevista à RTP1.
No entanto, o treinador acredita que a seleção nacional vai estar no Mundial do Brasil.
“O nosso objetivo é estar lá. Temos capacidade para isso, mas há que ter os pés bem assentes no chão e não pensar que, por termos ficado entre as quatro melhores da Europa, já lá estamos. A Rússia tem qualidade indiscutível e Israel bateu-se com a Grécia e a Croácia até ao fim pela qualificação para o Euro 2012”, alertou.
Outra questão abordada pelo selecionador teve a ver com as substituições alegadamente tardias feitas durante a partida com a Espanha, da meia-final do Euro2012, numa altura em que, sobretudo o meio-campo nacional, dava sinais de cansaço, em particular Rui Meireles e Miguel Veloso.
“É verdade que tinha o Micael e o Hugo Viana no banco, mas entendi que podíamos atingir o nosso objetivo não mexendo na equipa ou esperando pelo momento mais adequado para o fazer”, alegou Paulo Bento, para quem a ideia era “fixar Moutinho e Custódio” e ter jogadores com mais capacidade para progredir na frente, “como o Ronaldo, o Nani ao meio, Varela e Nelson Oliveira, numa altura em que o jogo estava partido”.
Em seu abono, o treinador lembrou que a estratégia seguida frente aos espanhóis, “pressionando-os o mais alto possível, impediu que iniciassem a fase de construção de forma cómoda” e fez com que pela primeira vez “não conseguissem desenvolver o seu futebol”, admitindo que Vicente Del Bosque tinha “outras armas à sua disposição”.
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