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Bloco de Notas: Os jovens talentos que estão a fugir de Portugal

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O aparecimento de jovens promessas nacionais em clubes de alta tarimba europeia é um motivo de orgulho para Portugal. Tem que o ser. Contudo, poucos se questionam sobre o significado e consequências que tal tendência poderá ter na estratégia de financiamento dos principais emblemas nacionais. É preciso agir!
Bloco de Notas: Os jovens talentos que estão a fugir de Portugal

O editorial da edição de sexta-feira do jornal A Bola foi curto, mas tocou no ponto essencial do assunto. José Manuel Delgado, autor do texto, notou que a ascensão de Marcos Lopes (Manchester City) e João Teixeira (Liverpool) só pode ser encarada como um ponto muito positivo para o futebol luso. Contudo, não será uma boa notícia se olharmos este tipo de situação por outro prisma.

Durante anos e anos, os emblemas nacionais habituaram-se a crescer as suas contas bancárias com o recurso a uma enorme exponenciação dos seus ativos. Ainda hoje é assim. FC Porto, Benfica e Sporting equilibram as suas finanças com o dinheiro que obtêm da venda de jogadores a um preço muito superior ao das suas compras. No fundo, são equipas como o Chelsea, Real Madrid e Zenit que têm dado liquidez às finanças futebolísticas lusas.

Marcos Lopes nasceu no Brasil, mas chegou cedo à nação de Camões e possui nacionalidade portuguesa. Começou a dar nas vistas nos escalões de formação do Benfica, tendo sido comprado pelo Manchester City quando representava ainda os juniores. Tem 18 anos. Ainda não se estreou na Premier League, mas já contribuiu na Taça de Inglaterra, Taça da Liga e Champions League. Cada vez mais, Manuel Pellegrini parece contar com o seu talento num conjunto recheado de estrelas.

Por seu turno, João Teixeira, natural de Braga, cedo rumou às reputadas escolas do Sporting. Foi comprado como júnior pelo Liverpool e integrou esse mesmo escalão com a camisola dos ‘reds’. Esteve emprestado já esta época ao Brentford e estreou-se na Premier League na última jornada, entrando aos 82 minutos para o lugar do inglês Raheem Sterling. Recentemente, o médio recebeu bastantes elogios do capitão Gerrard e do treinador Brendan Rodgers.

Boas notícias para o futebol português e, principalmente, para a seleção nacional. Que melhor notícia pode ter Paulo Bento do que saber que existem jovens promessas lusas a ganhar o seu lugar em alguns dos maiores clubes do Mundo, numa das melhores ligas do Mundo? É positivo por esse prisma! Mas o que pensarão FC Porto, Benfica e Sporting desta situação?

Se os três grandes da Liga Zon Sagres estão habituados a manter a sua competitividade – interna e externa – com a venda de ativos já formados a clubes com grande poder económico, o que acontecerá se esses mesmos clubes estiverem mais atentos e captarem esses talentos ainda em fase de formação?

O preço do ativo será, indubitavelmente, mais barato e, por isso, as equipas portuguesas já não lucrarão milhões com as suas vendas em estado finalizado de evolução. Dado que esse dinheiro continua a ser fulcral para o equilíbrio financeiro de FC Porto, Benfica e Sporting (as receitas de bilheteira já foram melhores, as receitas televisivas também), a sustentabilidade destes clubes poderá estar seriamente em risco.

A solução? Segurar esses jovens ativos desde já. E com toda a força. Toda mesmo!

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