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Mundial-2002: Ronaldo "ressuscitou" e selou "penta" brasileiro

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A “ressurreição” futebolística do “Fenómeno” Ronaldo conduziu o Brasil, ajudado por uma “hecatombe” de favoritos, a um inédito “penta”, no primeiro Mundial disputado na Ásia e em dois países (Coreia do Sul e Japão), em 2002.
Mundial-2002: Ronaldo "ressuscitou" e selou "penta" brasileiro

Depois de uma qualificação desastrosa, que passou por 62 jogadores, quatro técnicos e nove derrotas, o ex-selecionador luso Luiz Felipe Scolari, agora de volta ao cargo, uniu as “reticências” e saiu em ombros, com sete vitórias em sete jogos.

Ronaldo, que falhou toda a fase de apuramento e apenas efetuou 24 jogos nas três épocas que precederam a prova - devido a uma série de lesões que colocaram em risco a sua carreira -, foi a chave, com oito golos, o melhor registo num Mundial em 32 anos.

O então jogador do Inter de Milão, de 25 anos, apareceu na fase decisiva, apontando os derradeiros três golos dos brasileiros, que valeram a vitória sobre a Turquia (1-0, nas meias-finais) e selaram o "penta", na final de Yokohama, frente à Alemanha (2-0).

Antes, Ronaldo já tinha mostrado que estava de regresso, ao apontar quatro golos na primeira fase (um nos 2-1 à Turquia, um nos 4-0 à China e dois nos 5-2 à Costa Rica) e um nos oitavos de final (2-0 à Bélgica). Só “falhou” frente à Inglaterra, nos “quartos” (2-1), resolvidos por Rivaldo e Ronaldinho Gaúcho.

Estes dois jogadores, juntamente com o “9”, foram a grande arma do Brasil, igualmente consistente defensivamente, num "3-4-3" com Marcos na baliza, os centrais Lúcio, Edmilson e Roque Júnior, os experientes laterais Cafu e Roberto Carlos e os "trincos" Gilberto Silva e Kleberson, este substituto do azarado Emerson.

O “onze” de Scolari foi o incontestável vencedor do certame, mas, além das suas virtudes, contou também com as fraquezas alheias, nomeadamente as prematuras eliminações das duas seleções mais favoritas.

A França, que se apresentava como detentora dos títulos mundial e europeu, caiu com estrondo, sem conseguir, sequer, marcar um golo (0-1 com o Senegal, 0-0 com o Uruguai e 0-2 com a Dinamarca), enquanto a Argentina, que tinha reinado na qualificação sul-americana, foi vítima do "grupo da morte", que incluía Inglaterra, Suécia e Nigéria.

Na primeira fase, falharam ainda outras seleções importantes, como os Camarões, "enganados" por Alemanha e República da Irlanda, e Portugal, que tinha encantado na fase de qualificação (deixou a Holanda pelo caminho) e no Europeu de 2000, mas, com Figo limitado fisicamente, foi um “desastre”.

Por seu lado, a Itália, de Trapattoni, e a Espanha, de Camacho, que ganharam maior importância com a “hecatombe” da primeira fase, acabaram por cair às mãos da anfitriã Coreia do Sul, que contou com a preciosa colaboração da arbitragem.

Alheio a isso, o Brasil, que teoricamente jogaria com França nos “quartos” e a Argentina nas "meias", acabou por não ter adversários à altura, numas meias-finais às quais chegaram, surpreendentemente, Turquia e Coreia do Sul.

A Alemanha começou de forma assombrosa (8-0 à Arábia Saudita), mas chegou à final sem encantar e, desta vez, por culpa quase exclusiva de dois jogadores, o guarda-redes Oliver Kahn, que “só” falhou na final, e o médio Michael Ballack, ausência “pesada” do jogo do título devido a castigo.

Por seu lado, a Coreia do Sul, apoiada por um público frenético, e a Turquia acabaram por ser as revelações, a par do Senegal - apenas eliminado com um "golo de ouro", nos quartos de final (0-1 com a Turquia) - e dos Estados Unidos, que também caíram na mesma fase, derrotados pelos alemães (0-1).

Em termos de formato, o primeiro Mundial do século XXI foi idêntico ao de 1998, com uma primeira fase com oito grupos de quatro na primeira fase e, depois, para os dois primeiros de cada, o início da fase a eliminar, com o "golo de ouro" a continuar a valer nos prolongamentos.

A prova, presenciada por mais de 2,7 milhões de espetadores (42.241 de média), realizou-se de 31 de maio a 30 de junho, nas cidades sul-coreanas de Seul, Ulsan, Busan, Daegu, Incheon, Suwon, Gwangju, Jeonju, Daejeon, Seogwipo e japonesas de Yokohama, Niigata, Sapporo, Ibaraki, Saitama, Shizuoka, Kobe, Miyagi, Osaka e Oita.

Em termos de golos, o Mundial de 2002 perdeu para o de 1998 (161, contra os 171) e ficou, então, para a história com o segundo pior registo de sempre em termos de média: os 2,52 tentos por encontro apenas superaram os 2,21 da edição de 90.

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