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Mundial-2002: Vítor Pereira terminou em grande a sua carreira

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Vítor Pereira concretizou aquilo a que “qualquer árbitro aspira”: terminar a carreira no Mundial de futebol, ainda que gostasse de ter ido um pouco mais longe no campeonato de 2002, organizado por Coreia do Sul e Japão.
Mundial-2002: Vítor Pereira terminou em grande a sua carreira

“Terminei aí a minha carreira, com grande significado. É onde creio que qualquer árbitro aspira terminar uma carreira, numa fase final de um Campeonato do Mundo”, disse à agência Lusa Vítor Pereira.

Com quatro jogos em fases finais, dois no Mundial de 1998, em França, e outros tantos em 2002, o atual presidente do Conselho de Arbitragem da Federação Portuguesa de Futebol (FPF) é o árbitro português que dirigiu mais encontros na maior prova do futebol internacional.

“Em 1998, no Mundial de França, era um iniciado em campeonatos do Mundo. Fui com reduzidas aspirações, de fazer uma boa participação, no sentido de representar bem Portugal e aprender muito”, lembrou.

Vítor Pereira guarda “boas recordações” daquela edição, que lhe correu “muito bem” e na qual arbitrou o jogo entre a Jamaica e a Croácia (1-3), da primeira fase, e o encontro que opôs a Alemanha ao México (2-1), dos oitavos de final.

“No Mundial da Coreia do Sul e Japão, as coisas já eram um pouco diferentes. Já tinha estado no Europeu de 2000, no qual tinha arbitrado três jogos, um dos quartos de final. Tinha feito duas finais da UEFA e, portanto, já entrei no Mundial com outro tipo de aspirações, ambições e experiência”, explicou.

Vítor Pereira levou pela primeira vez um assistente português, Carlos Matos, e sentiu que a prova lhe “podia correr muito bem”, mas o resultado não foi exatamente o que o atual líder da arbitragem portuguesa antecipou.

“Foi um Mundial muito tenso, com alguns desempenhos que suscitaram muita discussão, muita controvérsia, de alguns colegas que arbitraram os jogos da Espanha e de Itália. Foi um campeonato com alguma turbulência e nós sentimos esse espírito”, recordou.

Após um “tranquilo” Dinamarca–França (2-0), da primeira fase, Vítor Pereira hipotecou a continuidade na prova ao não assinalar uma grande penalidade favorável ao México no jogo dos “oitavos” com os Estados Unidos, numa altura em que os norte-americanos venciam por 1-0 e no lance imediatamente anterior a fixarem o 2-0 final.

“Sabemos que cada situação dessas tem custos e sabemos as regras do jogo. Sabia que cada jogo era uma final e que não podia falhar. De facto, podia ter chegado mais longe, mas não cheguei. Não foi isso que me fez acabar a carreira com menos felicidade”, assinalou.

Vítor Pereira considerou que Pedro Proença, o representante da arbitragem portuguesa no Mundial2014, irá para o Brasil em condições muito semelhantes às que tinha quando viajou para a Coreia do Sul e Japão.

“É um árbitro com prestígio, que pode aspirar a fazer um bom Mundial e sonhar em fazer os quatro últimos jogos, as duas meias-finais, a final ou jogo do terceiro e quarto lugares”, sustentou.

O presidente do Conselho de Arbitragem federativo advertiu que para atingir uma fase tão avançada da competição “é necessário que tudo corra na perfeição”: “Um lance mal decidido pode alterar tudo. Há aqui um cunho de sorte”.

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