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O treinador do Leixões apelou hoje a que a situação em torno da SAD do clube se resolva, dizendo que a instabilidade causada se reflete no desempenho da equipa da II Liga de futebol.

Horácio Gonçalves diz que ‘intranquilidade’ se reflete no plantel
Horácio Gonçalves diz que ‘intranquilidade’ se reflete no plantel

“Já há um mês que ando a pedir tranquilidade e isto talvez seja o reflexo da falta dela. Sofremos dois golos ridículos quando estávamos a ser claramente superiores. Em 30 segundos deitámos tudo a perder”, lamentou Horácio Gonçalves no final do jogo com o Desportivo das Aves, que terminou com uma derrota dos `bebés do mar´ por 3-2, com dois erros defensivos cometidos pela sua equipa, no início da segunda parte.

Referindo que o clube atravessa um “processo em que a família leixonense está na expetativa do que pode ou não acontecer”, frisou que a “intranquilidade que todos os leixonenses sentem acaba por passar para o grupo de trabalho”.

Em causa está o impasse na concretização da cedência de 56% de ações da SAD, detidas pelo presidente Carlos Oliveira, à empresa brasileira J Winners.

A 12 de dezembro, o emblema de Matosinhos anunciou, numa nota divulgada na sua página oficial, que o presidente do Leixões tinha chegado a acordo para a cedência da posição que detém na SAD à empresa presidida por Jaime Conceição, mas, quase dois meses e meio depois, a operação continua por concretizar.

Face ao impasse, o treinador de 52 anos, que orienta o Leixões desde maio de 2014, tem vindo, em várias das conferências de imprensa que se sucedem aos jogos da equipa, a lamentar este facto e a apelar a que a situação se resolva para que a equipa possa ter a estabilidade desejada.

“Estamos a viver um período de instabilidade e espero que as pessoas estejam a fazer um esforço para que tudo volte ao normal. Não sou um treinador de trincheira, dou sempre o corpo às balas e continuarei a dar, mas preciso de ajuda”, tinha dito a 25 de janeiro, no final do encontro frente ao Olhanense, que terminou com vitória do Leixões por 2-1.

Após o empate a zero com o Tondela, a 14 de fevereiro, chegou mesmo a pôr em causa a continuidade no comando técnico da equipa: “Os resultados estão a acontecer, mas as coisas não estão fáceis e durante esta semana vou ter de repensar na minha vida. Vou pensar bem, falar com os jogadores e ver como será o futuro.”

O Leixões segue, neste momento, no 18.º posto da tabela, com 35 pontos, sendo que não venceu nenhum dos últimos quatro jogos.

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