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Crónica: Rui Patrício 'herói' nos penáltis e Portugal está nas 'meias'

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Rui Patrício e Ricardo Quaresma foram hoje os 'heróis' da seleção portuguesa de futebol, que assegurou a presença nas meias-finais do Euro2016, ao bater a Polónia por 5-3 no desempate por grandes penalidades.

Crónica: Rui Patrício 'herói' nos penáltis e Portugal está nas 'meias'

No Estádio Vélodrome, em Marselha, Rui Patrício defendeu o remate de Blaszczykowski, naquele que foi único penálti desperdiçado pelos polacos, e de seguida Quaresma confirmou a continuidade da seleção nacional na prova, não tremendo perante Fabianski.

Antes, Lewandowski tinha colocado a Polónia na frente, logo aos dois minutos, mas Renato Sanches, com o seu primeiro golo com a camisola de Portugal, refez, aos 33, a igualdade, resultado que se manteve durante o resto do tempo regulamentar e no prolongamento.

A seleção lusa chega pela quinta vez às meias-finais de um Campeonato da Europa, desta feita sem ter vencido qualquer jogo durante os 90 minutos, nem perdido, numa altura em que Fernando Santos contínua imbatível em jogos oficiais. Leva 12 jogos sem perder.

Ao contrário do que aconteceu com a Croácia, desta vez o jogo teve oportunidades de golo, defesas do guarda-redes e emoção, tendo ficado a ideia de que Portugal podia ter resolvido a passagem ainda durante o tempo regulamentar.

Ronaldo, que desta vez não falhou da marca de grande penalidade, teve duas ocasiões soberanas para resolver a questão, durante a segunda parte, mas em ambas acertou mal na bola.

Não houve muito Ronaldo, mas houve muito Renato Sanches, sobretudo na primeira parte, e muito Pepe. Pela primeira vez titular, o médio de 18 anos foi crucial na recuperação da equipa portuguesa após o golo madrugador de Lewandowski. Além do golo marcado, o ainda jogador do Benfica encheu o campo, puxou pela equipa e levou-a para a frente.

Na segunda parte, também por estar demasiado 'preso' às laterais, Sanches desapareceu um pouco, mas entrou em cena Pepe. O central do Real Madrid até iniciou mal a partida, mas acabou por ser uma 'muralha' na defensiva lusa até aos penáltis, não dando hipóteses aos polacos de 'alvejarem' a baliza de Patrício.

O antigo jogador do FC Porto foi também chamado muitas vezes para 'socorrer' Eliseu no lado esquerdo. O lateral do Benfica, que apareceu no lugar do lesionado Raphael Guerreiro, voltou a mostrar-se com pouco ritmo competitivo, tal como tinha acontecido com a Hungria.

O jogo começou praticamente com o golo de Lewandowski, aos dois minutos, num lance com muitas culpas para a defensiva portuguesa. Cedric deixou a bola passar no lado direito e Grosicki cruzou para o avançado do Bayern Munique, que apareceu completamente solto na área.

Depois de o árbitro não ter assinalado uma grande penalidade clara sobre Ronaldo, Sanches recolocou Portugal na partida, aos 33 minutos. Depois de combinar com Nani, o jogador de 18 anos rematou de pé esquerdo à entrada da área e, com a ajuda de um desvio, bateu Fabianski.

Com o empate, o encontro perdeu ritmo, a seleção lusa juntou as suas linhas e impôs a toada que quis, entregando mais bola aos polacos, mas procurando sempre sair em contra-ataque.

Cedric esteve perto de marcar, com um remate de longe, que passou bem perto da baliza dos polacos, mas o prolongamento e os penaltis podiam ter sido evitados se Ronaldo estivesse numa noite inspirada.

Primeiro, em boa posição, acertou nas malhas lateiras, e depois, já com Moutinho em campo (rendeu Adrien), falhou completamente a bola, após belo passe do médio do Mónaco.

Antes do prolongamento, Fernando Santos colocou Quaresma no lugar do apagado João Mário, e Jedrzejcayk ficou a centímetros de um autogolo e 'oferecer' a Portugal a passagem.

Como era esperado, as duas equipas ainda baixaram mais as linhas, começaram a arriscar ainda menos e o jogo tornou-se algo aborrecido. Destaque para a entrada de Danilo para o lugar de William e para a invasão de campo de um adepto, à procura de Ronaldo.

Nos penáltis, Ronaldo, Renato Sanches, Moutinho, Nani e Quaresma não vacilaram e Rui Patrício fez grande defesa perante Blaszczykowski, abrindo as portas das 'meias'.

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