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O «namoro» antigo do Vitória SC e a consciência que não basta dar cem por cento

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Assinar com o Vitória Sport Clube, de Guimarães, foi uma decisão fácil para João Pedro, que não poupa nos elogios ao técnico Ivo Vieira e aos seus companheiros, que o receberam da melhor forma possível e fizeram com que se sentisse em «casa» desde o momento em que chegou. O jovem açoriano tem consciência que não basta dar 100 cento num clube com esta dimensão, mas diz estar «preparadíssimo» para corresponder às exigências da grande massa associativa vimaranense. «Seja na equipa principal, na B ou nos sub-23», para «JP», como é conhecido no mundo do futebol, o mais importante é representar o Vitória SC, apesar de assumir que tem a ambição de se estrear na I Liga. Formado no União Micaelense e no Santa Clara, o avançado internacional pelas camadas jovens da seleção das «quinas» confessa que «não é fácil sair da ilha», mas não fecha a porta a um regresso à terra natal, assumindo que o mais importante para si «é fazer a melhor carreira possível», mesmo que isso implique regressar às origens.
O «namoro» antigo do Vitória SC e a consciência que não basta dar cem por cento

Como é que está a ser a adaptação no Vitória SC?
Está a ser muito boa. Fui muito bem recebido por todos os colegas e pelos vitorianos. Estão a tornar as coisas mais fáceis e a fazer com que eu me sinta em casa, no sentido em que me fornecem as melhores condições possíveis para poder trabalhar e dar o meu melhor.

Como surgiu a hipótese de rumar ao Vitória SC? Foi uma decisão fácil, tendo em conta a dimensão do clube?
Sim, claro que foi uma decisão fácil, até porque já tinha havido um pequeno «namoro» desde o tempo em que estava no Santa Clara. Na altura não aconteceu, mas agora finalmente tornou-se realidade. Foi no momento certo, quando tinha de ser. Posso dizer que estou preparado e muito feliz por estar aqui a representar o Vitória SC.
Foi uma sensação muito boa assinar por um dos melhores clubes portugueses, o concretizar de mais um objetivo, em que vou fazer tudo para agarrar a oportunidade da melhor forma. Estou aqui para trabalhar, para ajudar o clube e de certeza que o clube também me vai ajudar.

Nestes primeiros dias tem sentido a diferença de exigência nos treinos comparativamente aos outros clubes que representou?
É um clube diferente, em que qualquer jogador tem de estar sempre não a 100 por cento, mas se calhar a 120 ou 130 por cento. Sabemos como é que é o clube, é um dos grandes aqui em Portugal e tenho de dar o máximo e apresentar-me da melhor forma possível para poder jogar e ajudar a equipa a atingir os objetivos. De qualquer forma, em qualquer dos clubes onde joguei, sempre foi exigente. Eu próprio coloco exigência a mim mesmo. Sou um jogador exigente e tento dar sempre o máximo.

O Ivo Vieira foi um dos treinadores revelação da última época. Como é que descreve a experiência de ser treinado por ele?
Está a ser uma experiência muito boa. Estou a tentar conquistar o meu espaço e a aprender. Estou aqui ao serviço do Vitória e não só ao serviço do Vitória A ou B. Onde tiver de jogar, em qualquer das equipas, vou jogar e dar sempre tudo.
Em relação ao mister Ivo Vieira, está a ser uma experiência muito boa. Já tinha conversado com outros jogadores que foram treinados por ele e todos falaram super bem dele. Desde que cá cheguei, está a ser muito bom, estou a aprender muito. É um treinador muito comunicativo com os jogadores, tenta sempre ajudar e é exigente, o que é bom para nós, porque tenta puxar sempre pelo máximo de cada um.

Tem-se sentido muito apoiado pelo Ivo Vieira...
Sim, pelo Ivo Vieira e não só, também por todo o «staff» e pelos meus companheiros aqui no Vitória SC.

Quais são as ambições para esta época de estreia no clube?
A primeira ambição de todas é conseguir alcançar os objetivos do Vitória SC. Depois, claro que pretendo fazer o máximo de jogos e golos possíveis. É essa a minha função, marcar golos. Mas primeiro estão os objetivos do Vitória SC e só depois vêm os meus.

Há um ano quando falávamos, dizia que tinha a convicção que um dia iria jogar na I Liga. Acha que esta época vai concretizar este sonho?
Vou trabalhar para isso. Se aparecer a oportunidade, vou tentar agarrá-la da melhor forma e trabalhar todos os dias para isso. Espero que aconteça. Tenho esse objetivo. É algo que quero atingir, mas só o futuro dirá. Eu estou ao serviço do Vitória SC. Onde tiver de jogar, vou jogar e dar o meu melhor, seja na equipa A, na B ou nos sub-23.

O que tem aprendido nestes primeiros dias com os colegas mais experientes?
É sempre bom jogar e estar no balneário com certos jogadores, como o André André, o João Teixeira, que é um jogador que já esteve muito tempo em Inglaterra e o próprio guarda-redes, o Douglas. É ótimo aprender com estes jogadores, porque são muito experientes e tentam transmitir aos mais jovens o que é o futebol e a sua essência. Depois cabe-me adquirir tudo o mais rápido possível. Não é nada por aí além no sentido de ser diferente, porque em todos os clubes que estive até agora, tenho tido a sorte de jogar com grandes jogadores, com currículos muito bons e com grande experiência no futebol nacional e internacional. É uma honra para mim jogar com certos jogadores que já têm dezenas de jogos na I Liga e alguns até são internacionais.

A nível pessoal, tem alguma meta que gostasse de atingir a nível de golos?
Sim, no mínimo quero marcar mais golos do que no ano passado(n.r.: no ano passado foram 8 ao serviço do Trofense, no Campeonato de Portugal).

Os adeptos do Vitória SC são conhecidos por serem muito exigentes com os jogadores. Está preparado para corresponder às expetativas que vão ser depositadas?
Claro que estou. Ao vir para aqui tenho de estar preparado para tudo. Eu acho que no futebol há sempre exigência. Faz parte. O Vitória SC é um clube diferente. Os vitorianos crescem vitorianos e acho que assim é que tem de ser. Se vim para aqui, por alguma razão foi, por isso considero que estou preparadíssimo para a exigência do Vitória SC.

Tem sentido de perto o carinho dos adeptos nesta pré-época?
No jogo contra o Famalicão foram cerca de três mil pessoas que cantaram desde o primeiro minuto até ao último. Só aí já dá para sentir um bocado o calor dos adeptos, que, como é óbvio, é muito bom. É sempre bom jogar com adeptos e não com o estádio vazio, como já aconteceu e acontece em muitos estádios em Portugal.

O golo contra o Desportivo das Aves deu-lhe uma confiança extra para encarar esta nova época?
Claro, mas mesmo que não tivesse feito golo, o trabalho que tenho vindo a realizar está a ser bem feito. Estou a aprender e a trabalhar muito para conquistar o meu espaço. Eu sou avançado e os avançados são feitos de golos, por isso espero que seja o primeiro de muitos. Todos os anos tento fazer o máximo de golos possíveis.

O Vitória SC nos últimos anos tem lançado muitos jogadores da equipa B no plantel principal, que, posteriormente, têm rumado a clubes de maior dimensão, como foram os casos do Hernâni e do Raphinha. Acha que pode seguir as mesmas pisadas daqueles jogadores?
Neste momento a minha cabeça só está no Vitória SC e em ajudar o clube a alcançar os seus objetivos. O futuro não sei. Não sei o dia de amanhã nem o que vai acontecer daqui a uns anos. O que quero agora é ajudar o Vitória SC.

Mas o facto do Vitória SC apostar nos jogadores da equipa B pesou, se calhar, de certa forma, na sua decisão...
O Vitória SC é um clube grande em Portugal e só isso foi suficiente para tomar a minha decisão.

Qual é o conselho que dá aos jovens açorianos que querem seguir a carreira profissional?
A mensagem que passo aos açorianos é a mesma de todos os anos. Que lutem sempre, não só no desporto e no futebol, mas em qualquer trabalho. Que acreditem e, se é isso que querem, que vão até ao fim e façam todos os possíveis para conquistarem os seus objetivos, porque com humildade e trabalho as coisas acontecem. Eu sou um dos que tive a sorte de poder vir para cá e sei que não é fácil sair da ilha. Não podemos desistir nem baixar os braços.

Espera um dia voltar a representar um clube açoriano?
Não sei, muito sinceramente. O Santa Clara foi o clube que me deu oportunidade de jogar como profissional pela primeira vez. Não sei se um dia volto ou não. O que quero é fazer a melhor carreira possível e se, para isso, tiver de voltar à ilha, então volto.

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