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Associação de Treinadores de Futebol repudia racismo e pede «ação»

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A Associação Nacional dos Treinadores de Futebol (ANTF) manifestou hoje «repúdio» perante «ações racistas xenófobas e discriminatórias», e salientou que «mais importante do que definir uma estratégia, é preciso ação».
Associação de Treinadores de Futebol repudia racismo e pede «ação»

“A Direção da Associação Nacional dos Treinadores de Futebol (…) deliberou manifestar o seu profundo repúdio, no que concerne a ações racistas, xenófobas e discriminatórias, que toldem a sã convivência entre todos os agentes desportivos e, de uma forma particular, o futebol”, declarou a ANTF em comunicado.

A entidade pediu ações concretas e lembrou que “mais importante do que definir a estratégia, é preciso ação”: “Já todos conhecem as soluções para terminar com o racismo no futebol, então façam-no!”

No domingo, em Guimarães, durante um jogo da 21.ª jornada da I Liga de futebol entre o Vitória de Guimarães e o FC Porto, o avançado maliano dos 'dragões' Moussa Marega abandonou o jogo, após ter sido alvo de cânticos e insultos racistas por parte de adeptos da equipa minhota.

Vários jogadores do FC Porto e do Vitória de Guimarães tentaram demovê-lo, mas Marega mostrou-se irredutível na decisão de abandonar o jogo, tendo acabado por ser substituído, numa altura em que os 'dragões' venciam por 2-1, resultado com que terminou o encontro.

Ao abandonar o relvado, Marega apontou para as bancadas do recinto vimaranense, com os polegares para baixo, numa situação que originou uma interrupção de cerca de cinco minutos.

Na sequência do sucedido, o Ministério Público já instaurou um inquérito relacionado com os cânticos e insultos racistas dirigidos ao futebolista, que está "em investigação" pelo Departamento de Investigação e Ação Penal de Guimarães, informou hoje a Procuradoria-Geral da República.

Vários responsáveis políticos, como o Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, o presidente da Assembleia da República, Eduardo Ferro Rodrigues, e o primeiro-ministro, António Costa, já condenaram o episódio.

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