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Covid-19: Itália soma mais 119 mortos, mas número de doentes continua a recuar

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A Itália registou 119 vítimas mortais do novo coronavírus nas últimas 24 horas, o que eleva o balanço de mortos para 32.735, enquanto o número de doentes continua a recuar, segundo os últimos dados da Proteção Civil.
Covid-19: Itália soma mais 119 mortos, mas número de doentes continua a recuar

O número atual de infetados é de 57.752, a maioria dos quais está em casa, o que representa uma redução de 1.570 face a sexta-feira, confirmando a tendência de redução iniciada há um mês.

No total, a Itália regista 229.327 infeções desde o início da crise, no passado dia 21 de fevereiro, tendo sido detetados nas últimas horas 669 novos casos, em linha com os dias anteriores e a maioria dos quais na Lombardia (no norte do país), que é a região mais afetada.

Nas últimas 24 horas, há registo de mais 2.120 pessoas recuperadas, tendo sido realizados mais 72.410 testes, para um total de quase 3,4 milhões.

A região da Sicília, no sul, não registou, pela primeira vez, qualquer caso de contágio desde sexta-feira, entre os 2.500 testes efetuados, e no Lazio (centro), com capital em Roma, apenas se registaram 18 novas infeções, o número mais baixo desde 10 de março.

Neste contexto, Itália prossegue o processo de levantamento gradual de algumas das restrições sociais e às deslocações de pessoas impostas a 10 de março em todo o território.

Atualmente, e desde 18 de maio, praticamente todos os setores produtivos e os negócios podem reabrir, sob medidas de segurança como o uso de máscara e a manutenção de uma distância social de pelo menos um metro.

Na segunda-feira abrem os ginásios e centros desportivos, com exceção dos situados na região da Lombardia, onde, por precaução, tal apenas acontecerá a partir de 01 de junho.

Relativamente à reabertura destes estabelecimentos, o Ministério do Desporto recomenda, entre outros aspetos, a redução da lotação dos ginásios, a desinfeção constante dos espaços e a instalação de caixotes do lixo para objetos potencialmente infetados, como lenços e máscaras.

É ainda recomendada a definição de zonas de entrada e de saída diferenciadas e é exigido o uso de luvas e máscara e a manutenção de uma distância de segurança de dois metros durante a prática de exercício, apelando-se a que não sejam partilhados os acessórios usados nos exercícios.

Os desportistas deverão chegar aos ginásios já equipados e não poderão partilhar objetos como secadores de cabelo ou garrafas.

Relativamente às praias, desde 18 de maio que em Itália é permitida a deslocação até à zona costeira, desde que tal não implique a travessia de uma região para outra e sejam cumpridas medidas de segurança como a proibição da prática de desportos e jogos em grupo e a imposição de um espaço de 10 metros quadrados para cada guarda-sol.

Apesar de as diferentes regiões terem determinado datas distintas de reabertura em função da sua situação epidemiológica, muitas concessões privadas ainda não abriram porque estão a preparar as respetivas infraestruturas.

Assim, se por exemplo em Emília-Romanha (no norte) foi determinada hoje a abertura das praias, nas Marcas (centro) tal acontecerá a partir do dia 29, nos Abruzos (centro) tal deverá acontecer a 01 de junho e na Apúlia já na próxima segunda-feira.

Segundo meios de comunicação locais, na praia de Mondello, em Palermo, a capital siciliana, um elevado número de pessoas estava hoje a apanhar banhos de sol na areia, apesar das normas locais apenas o autorizarem a partir de 06 de junho.

De 03 de junho em diante passará a ser permitida a deslocação entre regiões e serão reabertas as fronteiras a turistas provenientes da União Europeia, sem necessidade de passarem por um período de quarentena.

Esta medida pretende impulsionar a atividade turística em Itália na altura do verão, ou não representasse este setor 13% do produto interno bruto (PIB ) do país.

A nível global, segundo um balanço da agência de notícias AFP, a pandemia de covid-19 já provocou mais de 339 mil mortos e infetou mais de 5,2 milhões de pessoas em 196 países e territórios. Mais de 1,9 milhões de doentes foram considerados curados.

A doença é transmitida por um novo coronavírus detetado no final de dezembro, em Wuhan, uma cidade do centro da China.

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