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Carlos Marchena acredita ser «impossível» repetir 'geração de ouro' espanhola

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O antigo defesa Carlos Marchena, que alinhou pelo Benfica na época 2000/01 e se sagrou campeão mundial de seleções há 10 anos, reconheceu hoje ser “impossível” o futebol espanhol replicar a ‘geração de ouro’ da qual fez parte.
Carlos Marchena acredita ser «impossível» repetir 'geração de ouro' espanhola

“Olhando para aquela gente toda, é impossível fazer uma geração igual. Ainda assim, continua a haver muito talento e os jogadores chegam mais bem preparados, sobretudo porque já viram o caminho e sabem até onde a Espanha pode ir. Isso faz com que estejamos mais perto de repetir esse êxito do que estávamos antes de 2010”, contou à agência Lusa o treinador adjunto do Sevilla Atlético, equipa de reservas dos andaluzes.

Carlos Marchena, de 40 anos, partilhou o eixo defensivo com Carles Puyol no Euro2008, na Áustria e na Suíça, onde a ‘roja’ conquistou o primeiro de três históricos títulos consecutivos, dois anos antes de ser rendido por Gerard Piqué no Mundial da África do Sul, ao somar oito minutos como suplente utilizado, num total de 69 internacionalizações.

“Sendo veterano, era uma voz de peso dentro do balneário. Procurava dar todo o apoio aos jovens que chegavam à seleção e estar ao serviço dos que jogavam, de forma a mantermos aquilo que havíamos conseguido desde 2007”, explicou, aludindo ao recorde internacional de 35 partidas sem perder fixado entre fevereiro de 2007 e junho de 2009.

A série de invencibilidade terminou frente aos Estados Unidos (0-2), nas meias-finais da Taça das Confederações, que culminou com o terceiro lugar da Espanha e serviu de advertência para uma “travessia larga de momentos duros e sofrimento” em solo sul-africano no ano seguinte, como atestou o desaire inaugural frente à Suíça (1-0).

“Vínhamos de um monte de jogos a ganhar e a jogar muito bem. Começar o Mundial com uma derrota gera dúvidas à volta da equipa, mas a confiança e a união aumenta no próprio grupo. Sabíamos que tínhamos de ser melhores, mais humildes e unidos para conseguirmos algo”, lembrou o ex-central de Sevilla, Valência, Villarreal e Deportivo.

Perante contratempos que “nem entravam nos planos e puxaram logo pela calculadora”, a ‘roja’ priorizou como meta “seguir em frente, fosse em primeiro ou segundo” do grupo H, saindo por cima da concorrência com triunfos sobre Honduras (2-0) e Chile (2-1), que originaram um duelo ibérico “de equilíbrio máximo, decidido por detalhes”.

“Havia jogadores portugueses que conhecíamos muito e jogavam aqui, como Cristiano Ronaldo, Pepe, Tiago ou Simão. Quando enfrentas um adversário que te conhece tanto, as forças igualam-se e existe muito respeito mútuo”, admitiu Carlos Marchena, que entrou nos descontos para segurar a passagem aos quartos de final (1-0).

Desfecho idêntico ocorreu num “jogo muito louco, de nervos e tensão” com o Paraguai e numa “exibição mais cómoda” frente à Alemanha, dois encontros resolvidos pela margem mínima (1-0), que encaminharam os espanhóis para uma final inédita com os Países Baixos e consciencializaram os 23 convocados para “o jogo mais importante da vida”.

“Vivíamos o dia a dia. Num Mundial, vens para casa por um detalhe e tínhamos de estar muito compenetrados e concentrados a todo o momento para passar à fase seguinte. Antes desse jogo tentámos fazer as mesmas rotinas para nos sentirmos bem, embora com muitos nervos por dentro, que não queríamos mostrar cá para fora”, rememorou.

Desfrutando do “ambiente especial e único” conferido pelas vuvuzelas, Carlos Marchena assistiu do banco ao golo de Andrés Iniesta a quatro minutos do fim do prolongamento, encarando o então médio do FC Barcelona como “o jogador ideal para poder definir com toda a calma num momento daqueles” e espoletar “uma explosão de sentimentos”.

“A minha geração tinha recordações amargas dos Mundiais e contribuir para que este país fosse um pouco mais reconhecido é um orgulho para todos. Mudar essa tendência significou um salto qualitativo dentro do futebol espanhol e espero que o aproveitem”, afiançou o antigo futebolista, que coadjuvou Fernando Hierro no Mundial 2018.

Depois de dominar a Europa, a ‘roja’​​​​​​​ conquistava o mundo e reforçava o estatuto de referência do futebol mundial sob orientação de Vicente del Bosque, sucessor de Luis Aragonés, dois apreciadores dos princípios do ‘tiki taka’ catalão, enquanto geriam os anticorpos comuns advindos da rivalidade entre atletas do Real Madrid e FC Barcelona.

“Com Xavi, Iniesta e David Silva em campo tínhamos de ter bola para desenvolver todo aquele talento e não podíamos jogar outra coisa. Esse era o nosso carimbo. Em caso de mudança, vinham logo as dúvidas sobre o nosso destino. Chegámos até ao Europeu celebrado em 2012, mas daí em diante não houve mais continuidade”, finalizou. ​​​​​

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