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Sporting SAD aprova política de remuneração e administradores voltam a abdicar de aumento

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O Relatório e Contas da época 2019/20 da SAD do Sporting foi aprovado em Assembleia-Geral (AG), por ampla maioria, na terça-feira, assim como a política de remuneração dos administradores, que voltaram a renunciar aos aumentos.
Sporting SAD aprova política de remuneração e administradores voltam a abdicar de aumento

No comunicado enviado à Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM) na madrugada de hoje, a SAD ‘leonina’ informou que o Relatório e Contas foi aprovado "por maioria, tendo obtido 627.705 votos a favor, 3.362 votos contra e uma abstenção”.

A reunião magna aprovou também a proposta de transferência dos 12,5 milhões de euros de resultado líquido para resultados transitados [sem que sejam distribuídos pelos acionistas], igualmente por ampla margem, assim como de um voto de confiança ao Conselho Fiscal, e a cada um dos seus membros, e à sociedade de Revisores Oficiais de Contas (ROC).

Os acionistas ratificaram ainda a cooptação de André Bernardo, que sucedeu a Francisco Rodrigues dos Santos na direção do clube e tinha substituído o administrador Miguel Cal na SAD, em 27 de março, assim como a declaração sobre a política de remuneração dos titulares dos órgãos sociais da SAD para 2020/21.

Este foi o ponto em que a aprovação foi menos expressiva, contando 427.701 votos a favor, 203.366 votos contra e uma abstenção”.

Na proposta, a comissão de acionistas introduziu “algumas modificações” para cumprir as normas do Código de Valores Mobiliários, mantendo os aumentos aprovados em outubro de 2019 [de 147 para 182 mil euros brutos por ano para o presidente e de 98 mil para 131 para os restantes elementos], aos quais os administradores voltaram a renunciar.

Os elementos de administração “renunciariam ao valor que (…) correspondesse a um aumento de vencimento por comparação com o exercício de 2018/19, a exemplo do que declararam também quanto ao exercício de 2019/20. A comissão de acionistas tomou nota dessa declaração. Essa renúncia fica aqui registada e vale para o exercício de 2020/21”, lê-se no comunicado enviado à CMVM.

Esta reunião de acionistas ocorreu três dias depois de os sócios do clube terem reprovado o Relatório e Contas da época 2019/20 e o Orçamento para 2020/21, com 67,22% e 69,19% de votos contra.

O Relatório e Contas de 2019/20 do Sporting registava um resultado líquido positivo de cerca de 74 mil euros, após ter verificado lucros a rondar os 141 mil euros na temporada anterior e na ordem dos dois milhões de euros em 2017/18.

Para a temporada 2020/21, os sócios do Sporting rejeitaram igualmente a redução do orçamento em 58,73%, para os 36,762 ME, que contrasta com os 89,072 ME disponíveis para o último ano.

Com o ‘chumbo’ do orçamento, o clube deve reger-se pelo último documento aprovado, o de 2019/20, num regime de duodécimos.

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