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Videoárbitro validou ensaio português em 2007 sem que fosse visível nas imagens

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O primeiro e único ensaio da seleção portuguesa de râguebi decidido por um videoárbitro foi validado sem que fosse claramente visível nas imagens, recordou hoje o antigo internacional português Rui Cordeiro.
Videoárbitro validou ensaio português em 2007 sem que fosse visível nas imagens

Autor do histórico ensaio dos ‘lobos’ frente à Nova Zelândia, no Mundial de 2007, o antigo pilar da Académica de Coimbra recordou o momento em declarações à agência Lusa, a pretexto da introdução do ‘Team Match Official’ (TMO) nos jogos de qualificação para o Mundial, anunciada na quinta-feira pela Rugby Europe.

“Mesmo com o TMO não se consegue ver. É audível nas imagens que o árbitro acaba por dizer que como não se consegue ver, não há motivo para não marcar o ensaio”, lembrou Rui Cordeiro sobre o momento em que o juiz do encontro teve de recorrer ao videoárbitro para tomar a decisão.

Os ‘lobos’ saíram copiosamente derrotados por 108-13, mas com a ‘glória’ de conseguir marcar um ensaio aos poderosos ‘All Blacks’, que “ainda demorou algum tempo” a ser revisto pelo inglês Dave Pearson, na cabine do TMO, até dar a ‘luz verde’ ao árbitro Chris White, numa conversa escutada por todos os espetadores no estádio e na televisão.

“Eu sabia que tinha sido ensaio, mas não sabia se ia ser validado, porque não se vê, em momento algum, a bola a tocar no chão. Vê-se que passa a linha, mas depois não se vê o momento em que toca no chão e ainda por cima um 2.ª Linha deles, depois, foi lá meter a mão por baixo da bola, sem qualquer necessidade”, descreveu Cordeiro.

O lance era de difícil avaliação, uma vez que resultou de uma sucessão de fases em ‘pick and go’, num verdadeiro “ensaio de equipa”, onde “quase todos tocaram na bola”, mas no qual o enorme aglomerado de jogadores das duas equipas acabou por impedir que o toque de meta fosse claramente visível nas imagens.

Retirado do râguebi desde 2012, depois de regressar para uma última época ao serviço dos ‘estudantes’, Rui Cordeiro exerce hoje a sua profissão de veterinário num grupo industrial de transformação de carnes e observa com distanciamento a introdução da tecnologia do VAR no futebol, equivalente ao TMO do râguebi, com o qual a modalidade da bola redonda ainda “tem tanto a aprender”.

“É muito complicado para mim entender porque é que o árbitro [de futebol] mete a mão à frente da boca para que não se consiga ler o que diz, porque é que não se passam repetições no estádio, durante o jogo, e porque é que, quer os jogadores, quer o público, não podem ouvir o que estão a conversar. Mete-me muita confusão. E quando há dúvidas, o árbitro ainda vai ver numa cabine pequena, tapada para que não se veja o que está a ver. Para quê?”, questionou o dono de 44 internacionalizações.

De volta à bola oval, onde as conversas entre o árbitro de campo e o TMO são perfeitamente audíveis por todos e, quando disponíveis, as imagens passam nos ecrãs gigantes enquanto são avaliadas pelos juízes, Cordeiro assegura que a introdução desta ferramenta nos jogos do Europe Championship “vem trazer muita clareza e seriedade” à competição onde participa a seleção portuguesa.

“Então agora, que se usa e abusa do ‘pick and go’ nos últimos cinco metros, do ‘maul’ dinâmico a partir do alinhamento, cada vez há mais ensaios mesmo à ponta, com dúvida se pisou a linha, se não pisou, cada vez há mais dúvidas e as decisões são cada vez mais no limite, há imensos ensaios validados pelo TMO”, comentou o antigo pilar dos ‘lobos’.

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