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Moreirense: César Peixoto sem receio do conhecimento de Ricardo Soares da sua equipa

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O treinador César Peixoto desvalorizou hoje o conhecimento dos jogadores do Moreirense pelo homólogo Ricardo Soares, que reencontrará os ‘cónegos’ ao serviço do Gil Vicente, em jogo da nona jornada da I Liga.
Moreirense: César Peixoto sem receio do conhecimento de Ricardo Soares da sua equipa

“Conhece muito bem no plano individual, mas as nuances que tinha cá são diferentes daquelas que estou a incluir. O Moreirense de agora começa a ser diferente do anterior, pelo que terá de fazer o trabalho de casa na mesma e estudar necessariamente a equipa”, frisou o técnico, em conferência de imprensa de antevisão ao duelo de sábado.

César Peixoto assinou pelos vimaranenses em 10 de novembro, um dia após a saída de Ricardo Soares, que apenas demorou quatro dias para ingressar no Gil Vicente, em substituição de Rui Almeida, e que já alcançou dois triunfos em outros tantos encontros.

“Encontraremos uma boa equipa, cuja classificação não reflete a qualidade individual existente. O Gil Vicente não começou bem o campeonato, mas teve há poucos dias uma vitória importante [2-0 frente ao Rio Ave]. Sabemos que vamos ter dificuldades, mas acreditamos muito no nosso trabalho e estamos extremamente confiantes”, vincou.

Tal como Ricardo Soares, César Peixoto abriu um novo capítulo na carreira de treinador com uma vitória na terceira eliminatória da Taça de Portugal, apesar da estreia frustrada na I Liga, com derrotas frente ao líder Sporting (2-1) e ao Paços de Ferreira (1-0).

“Temos de entrar com a mesma atitude, compromisso e organização. Falta crescer um pouco com bola e nestes dias trabalhámos muito mais isso do que a organização defensiva, que está num nível muito aceitável. Os atletas recuperaram bem e estão com um elã positivo, apesar de a derrota com o Paços não ser o que queríamos”, analisou.

No desenlace de uma semana “atípica e complicada”, com três jogos em sete dias, o Moreirense quer “começar a criar uma dinâmica de vitória” frente ao Gil Vicente, que quebre uma série de três derrotas seguidas e acelere a assimilação das novas ideias.

“Poucos golos marcados? É uma questão de tempo, trabalho e consistência de jogo até criamos condições com bola para chegar à baliza com mais frequência. Ao ter bola, a equipa está mais perto de vencer, sente-se confortável e ganha confiança na abordagem aos lances. Com a confiança aumentada, os golos vão aparecer naturalmente”, apontou.

César Peixoto tem variado a estrutura tática “em função do momento do jogo e do adversário”, na tentativa de “encaixar os jogadores onde se sentem mais confortáveis”, procurando imprevisibilidade e “nuances diferentes para baralhar o adversário”.

“Temos demonstrado solidez defensiva e falta agora dar as referências posicionais, sobretudo a quem está fora do centro do jogo, para haver ligação na frente. A estrutura é um ponto de referência inicial, mas depois tudo o resto muda. Se estivermos sempre a adotar um 4-3-3 fixo, de certeza que não vamos ter sucesso com bola”, finalizou.

O Moreirense, na 13.ª posição, recebe o Gil Vicente, 11.º colocado, ambos com oito pontos, um acima da zona de despromoção, no sábado, às 15:30, no Estádio Comendador Joaquim de Almeida Freitas, em Moreira de Cónegos, num jogo da nona jornada da I Liga, com arbitragem de Miguel Nogueira, da associação de Lisboa.

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