Crónica: Garra, coragem e Sérgio Oliveira colocam FC Porto nos 'quartos' da Champions

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O FC Porto, em inferioridade numérica mais de uma hora, afastou hoje a Juventus da Liga dos Campeões de futebol, após prolongamento (derrota por 3-2), graças a uma exibição de garra, coragem e a Sérgio Oliveira.
Crónica: Garra, coragem e Sérgio Oliveira colocam FC Porto nos 'quartos' da Champions

Uma infantilidade de Taremi, que viu dois amarelos em dois minutos, o segundo por chutar a bola com o jogo parado, deixou o FC Porto a jogar em inferioridade numérica desde os 54 minutos.

Depois do triunfo por 2-1 no Dragão, o FC Porto aumentou a vantagem na eliminatória aos 19, graças a uma grande penalidade convertida por Sérgio Oliveira, mas a Juventus, mesmo com Cristiano Ronaldo 'apagado', empatou a eliminatória por Chiesa, aos 49 e 63.

Já no prolongamento, Sérgio Oliveira fez, aos 115 minutos, o golo que decidiu a eliminatória, de nada valendo à 'vecchia signora' o golo de Rabiot (117).

Em vantagem na eliminatória, o treinador do FC Porto, Sérgio Conceição, manteve a mesma equipa da primeira mão, ao contrário de Andrea Pirlo, técnico da Juventus, que mudou seis jogadores em relação ao jogo do Dragão.

Coeso defensivamente, o FC Porto mostrou cedo qual era a estratégia, tentando apostar na velocidade para surpreender a defesa dos italianos e, aos dois minutos, deixou a primeira ameaça, num remate de Uribe ao lado, após um lance de Marega pela direita.

Seguiram-se os melhores minutos da Juventus na primeira parte e, no minuto seguinte, Marchesín parou, com uma excelente defesa, um cabeceamento de Morata.

O FC Porto pareceu ligeiramente abalado após este lance de perigo, mas, após alguns (poucos) minutos sem conseguir sair da área, voltou a equilibrar-se e a criar perigo, num lance em que Zaidu ganhou a Cuadrado e cruzou para Taremi, que rematou para um corte providencial de Bonucci e depois, na recarga, cabeceou à barra.

Sem permitir que a Juventus criasse perigo, mesmo que tivesse mais posse de bola, os ‘dragões’ nunca abdicaram de tentar contra-atacar e acabaram por se adiantar no marcador, aos 19 minutos, por Sérgio Oliveira, na marcação de uma grande penalidade, a punir uma falta de Demiral sobre Taremi.

A Juventus entrou decidida a mudar o rumo da eliminatória na segunda parte e, aos 49 minutos, Chiesa empatou a partida, num lance em que, após uma distração da defesa 'azul e branca', Ronaldo tocou para o italiano rematar para golo.

O FC Porto 'tremeu' e Ramsey teve, três minutos depois, uma boa oportunidade, mas desperdiçou um dos muitos cruzamentos de Cuadrado e cabeceou à figura de Marchesín.

Pouco depois, Taremi, que tinha visto minutos antes um amarelo por uma entrada fora de tempo, viu o segundo amarelo por chutar a bola para longe, quando o encontro já estava parado, e foi expulso.

Em vantagem numérica, a Juventus 'encostou' o FC Porto e Chiesa, o mais perigoso dos italianos, acertou no poste aos 56 minutos e viria mesmo a colocar a 'vecchia signora' na frente do resultado, aos 63, num cabeceamento, após mais um cruzamento de Cuadrado.

O FC Porto juntou linhas, deixou praticamente de atacar e foi impedindo que a Juventus fosse criando perigo, mas Chiesa ia pondo a 'cabeça em água' aos defesas portistas e, aos 82 minutos, tirou Corona da frente, mas mais uma vez embateu na 'muralha' Marchesín.

Os 'dragões' apenas nos últimos 10 minutos do tempo regulamentar conseguiram aproximar-se da baliza contrária, primeiro num remate de longe de Sarr (83) e depois numa jogada individual de Marega (85), que atirou ligeiramente ao lado.

Nos últimos instantes da segunda parte, a Juventus esteve muito perto de garantir o apuramento, mas a barra travou um excelente remate de Cuadrado.

No prolongamento, o FC Porto conseguiu ir afastando a Juventus da sua área e, aos 99 minutos, Corona, após um excelente pormenor individual, colocou a bola na cabeça de Marega, que atirou à figura.

A qualificação do FC Porto acabou por ser decidida por Sérgio Oliveira, aos 115 minutos, num livre direto, em que o médio rematou por baixo da barreira, surpreendendo Szczesny.

Cristiano Ronaldo apareceu apenas aos 117 minutos, num remate a que Marchesín se impôs com uma grande defesa, mas a Juventus viria mesmo a marcar o terceiro, na sequência do canto, por Rabiot.

Até final, a Juventus tentou de tudo em procura do golo que lhe desse o apuramento, mas o FC Porto conseguiu segurar a vantagem do golo marcado fora.

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