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Sergio Ramos crê que Cristiano Ronaldo vai saber lidar com críticas em Itália

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O internacional espanhol Sergio Ramos afirmou hoje que Cristiano Ronaldo é um jogador «extraordinário» e está preparado para lidar com as críticas decorrentes da eliminação da Juventus perante o FC Porto, na Liga dos Campeões de futebol.
Sergio Ramos crê que Cristiano Ronaldo vai saber lidar com críticas em Itália

Os 'dragões' atingiram os quartos de final da prova, após vencerem os italianos por 2-1, em casa, e perderem a segunda mão em Turim, por 3-2, após prolongamento, com o internacional português a merecer críticas da imprensa transalpina e do antigo treinador Fábio Capello no segundo golo sofrido pela 'juve', mas o ex-colega de Ronaldo no Real Madrid, entre 2009 e 2018, mostrou-se convicto de que o avançado vai superar esse episódio.

"Quando se fala da Juventus, toda a gente se foca no Cristiano Ronaldo. É algo com que temos de aprender a viver, sendo justo ou injusto. Para o Cristiano, não será nenhuma surpresa o que dizem as pessoas. É um jogador extraordinário, que procura sempre o melhor", disse, numa conferência de imprensa de promoção da segunda temporada da série documental "A lenda de Sergio Ramos".

O defesa-central, de 34 anos, considerou, aliás, que esta Liga dos Campeões está "mais equilibrada" face a anos anteriores e pode ser "ganha" por qualquer equipa, tendo incluído Cristiano Ronaldo no lote dos melhores com quem alinhou.

"Tive a oportunidade e a sorte de jogar com os melhores do mundo. Joguei com o Cristiano Ronaldo, com o Beckham, com o Iker [Casillas], com o Roberto Carlos no Real Madrid. Na seleção, joguei com Xavi, Iniesta e Puyol. Sempre tentei aprender algo com eles. Gostei de jogar com eles", confessou.

Além de ter como referências no eixo da defesa Fernando Hierro, jogador 'merengue' entre 1989 e 2003, e Paolo Maldini, que fez a carreira no AC Milan, entre 1984 e 2009, o jogador formado no Sevilha confessou ainda sentir um "especial carinho" pelo estilo do antigo médio ofensivo Ronaldinho Gaúcho.

"Sempre tive especial carinho por Ronaldinho. Foi dos jogadores que mais deu a este desporto. Daqui a 15 anos, vamos olhar para trás e os seus números não se podem comparar aos de Messi e de Ronaldo, mas foi um jogador distinto", referiu.

Autor de 100 golos em 668 partidas oficiais com a camisola do Real Madrid, desde 2005, e de 23 golos em 178 internacionalizações por Espanha, Sergio Ramos reconheceu ainda que o Barcelona de 2008 a 2012, treinado por Pep Guardiola, foi uma das "melhores equipas da história" e o "adversário mais difícil de enfrentar" na sua carreira.

Após o Real Madrid ter vencido o clássico com o Barcelona na primeira volta, em Camp Nou, por 3-1, com um golo de Sergio Ramos, os rivais voltam a defrontar-se no fim de semana de 11 de abril, precisamente a altura em que a série documental sobre o defesa arranca em Espanha. A estreia no resto do mundo está agendada para junho.

Disponibilizada pelo serviço de vídeo da Amazon, o documentário, com seis episódios, conta com testemunhos de figuras do Real Madrid, como Vicente del Bosque, Jorge Valdano, Raúl González e Luka Modric e de outros desportistas, como Rafael Nadal, retratando a forma como o atleta lidou com a pandemia de covid-19, a conquista do título espanhol em 2019/20, a transferência do Sevilha para o Real, em 2005, ou o 'clássico'.

"O clássico é um jogo muito especial, com repercussão a nível mundial. Quando se ganha um clássico, contra o eterno rival, a satisfação perdura para todo o ano. O jogo vale três pontos, mas também tem efeitos anímicos", assumiu.

A recuperar de uma operação ao menisco do joelho esquerdo, realizada no início de fevereiro, Sergio Ramos atribuiu o seu sucesso competitivo ao rigor do seu pai e do seu irmão para com as suas prestações em campo, à sua humildade e à sua "mentalidade".

"As horas no ginásio, num hotel ou num avião podem parecer difíceis, mas, quando se joga uma final da ?Champions' ou se ganha o título [espanhol], valem a pena. Nunca me conformei com o que consegui. Por isso continuo a manter a fome de ganhar. Tento saborear cada vitória como se fosse a última", reiterou.

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