Liga assinala subida de quase 21% em postos de trabalho no futebol

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A Liga de Clubes enalteceu o crescimento de 20,7% em postos de trabalho na temporada 2019/20, de 2621 para 3163, em plena pandemia de covid-19, divulgou hoje o organismo, no anuário do futebol profissional português.
Liga assinala subida de quase 21% em postos de trabalho no futebol

A quarta edição relatório produzido pela EY, empresa especialista em auditoria e assessoria, numa parceria com a Liga Portugal, dá conta de uma subida substancial a nível de empregos e justifica como o futebol nacional foi importante para a “contribuição de cerca de 494 milhões de euros para o PIB português (0,26%)".

Ao todo, o organismo e as sociedades desportivas da I e II Liga “geraram 750 milhões de euros (ME) em volume de negócios”.

Segundo os dados apresentados, “o futebol profissional cresceu de 2621 postos de trabalho diretos para 3163, traduzindo-se no já referido aumento de 20,7% na empregabilidade, em comparação com a época 2018/19, muito por culpa do “aumento dos funcionários e jogadores” do principal escalão, com os atletas a serem “os agentes desportivos com a maior fatia remuneratória (244 ME)”.

Os 496 ME gerados para o PIB nacional representam uma diminuição de 10%, face ao verificado na temporada anterior, devido à situação pandémica, tal como “a produção de mais 142 ME em impostos para o Estado português”, menos cerca de 8 ME.

O relatório dá conta das receitas verificadas na I Liga, fixadas em 18 ME, sendo que, pelo quinto ano consecutivo, “foi obtido um resultado líquido positivo (1,1 ME), tendo libertado 7,8 ME para distribuir pelas Sociedades Desportivas”.

Para o presidente do organismo, a “coragem” do futebol profissional, concretamente da I Liga, foi determinante para terminar a época transata, suspensa para combater a pandemia, ao contrário do segundo escalão, que foi dado como concluído a 11 jornadas do fim.

“É preciso, mesmo assim, e perante todas as contrariedades, enaltecer o aumento dos postos de trabalho, falando apenas de forma direta. Naturalmente, a indústria ressentiu-se e contribuiu valores abaixo do período homólogo, mas que, ainda assim, nos revela um impacto menor do que seria esperado”, resumiu Pedro Proença, citado pelo sítio oficial da entidade.

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