Benfica: Jesus diz que não merece castigo por declarações sobre arbitragem do ‘clássico’

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O treinador do Benfica disse hoje que não merece ser «julgado» e castigado pelas declarações que fez sobre a equipa de arbitragem no final do encontro com o FC Porto, na quinta-feira, da I Liga de futebol.
Benfica: Jesus diz que não merece castigo por declarações sobre arbitragem do ‘clássico’

Jorge Jesus considerou que o árbitro Artur Soares Dias teve influência direta no resultado (1-1), em prejuízo da sua equipa, e a Associação Portuguesa de Árbitros de Futebol (APAF) decidiu apresentar queixa no Conselho de Disciplina (CD) da Federação Portuguesa de Futebol.

“Eu nunca posso ser julgado, quem pode ser julgado é a APAF. Porque o que eu digo é verdade, portanto, acho que não vou ter nem mereço castigo seja do que for”, atirou o técnico, hoje, no Seixal, durante a conferência de imprensa de antevisão do encontro com o Nacional, na terça-feira, para a 32.ª jonada da I Liga.

Sem se deter, Jesus frisou que “a APAF tem de se preocupar é com os problemas da arbitragem portuguesa” e não se os treinadores estão ou não de acordo com as decisões dos árbitros, “porque isso faz parte de um país democrático”.

“Eu estou mais preocupado que as pessoas que estão na APAF pensassem o que é o futebol, o que é que podemos fazer para mudar o futebol. Por exemplo, o VAR (videoárbitro) tem de ser mudado para bem do futebol. E se quiserem saber, eu tenho ideias para que esse mesmo VAR continue a ajudar o futebol, mas tem de ser mudado”, apontou.

O técnico deu, depois, um “exemplo prático” do encontro de domingo, entre o Real Madrid e o Sevilha, da I Liga espanhola, em que o VAR, “passados dois minutos”, anulou um lance de grande penalidade favorável aos ‘merengues’ para regressar a uma jogada na área contrária e assinalar o ‘castigo máximo’ contra os andaluzes.

“Isto não é compatível para o futebol. Mesmo que fosse uma situação de verdade de jogo, ela já passou há muito tempo, os adversários tiveram tempo para anular e muito mais os árbitros. [Se] não viram, não viram”, criticou.

Nesse sentido, sugeriu que o VAR deve intervir apenas “numa zona final ou nas três decisões do jogo”.

“Não pode haver mais VAR. Se querem que o futebol mundial continue a ter paixão, emoção… Hoje marca-se um golo e tens de estar quietinho a ver se é golo ou não. Até aqui estamos a perder emoção. Isto não é da [competência da] APAF, mas pode ter ideias para mostrar a quem de direito que o VAR no mundo é uma ferramenta para ajudar”, concluiu.

Na sexta-feira, uma fonte da APAF confirmou à agência Lusa que irá avançar com uma queixa no CD contra Jorge Jesus, mas também o Benfica e os jogadores Grimaldo e Otamendi.

Trata-se de um "procedimento normal" sempre que é "colocada em causa a honorabilidade e respeitabilidade dos árbitros", explicou a mesma fonte, que frisou ainda que a decisão está "em linha" com queixas anteriores relacionadas com outros clubes.

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