Sporting campeão: O alto-risco que se revelou um ‘ás de trunfo’

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O 19.º título de campeão de futebol do Sporting começou a ‘escrever-se’ com uma operação financeira que levantou várias reservas, assente nos muitos milhões pagos por um treinador, que veio a revelar-se um autêntico ‘ás de trunfo’.
Sporting campeão: O alto-risco que se revelou um ‘ás de trunfo’

“Gostaria de esclarecer algo: esta operação não implica um ‘all-in’ financeiro, nunca o iremos fazer. Esta operação não compromete as finanças do clube. Há sim uma mudança de paradigma”, foi a afirmação de Frederico Varandas aquando da apresentação de Rúben Amorim, em 05 de março de 2020.

Na altura, o presidente do Sporting justificava a aposta de risco num treinador com dois meses de experiência na I Liga, ao serviço do Sporting de Braga, e que tinha custado exorbitantes 10 milhões de euros aos ‘cofres’ do clube de Alvalade, valor que, na altura, o colocou no ‘top-3’ dos técnicos mais caros de sempre.

Embora recusando tratar-se de um ‘all-in’ financeiro, Varandas estava a fazer um ‘all-in’ desportivo, desde logo porque, ao fim de quase dois anos de mandato, tinham passado pelo banco ‘leonino’ cinco treinadores e a contestação à direção começava a subir de tom.

José Peseiro e Silas entraram e saíram sem sucesso, Tiago Fernandes e Leonel Pontes limitaram-se a fazer a ‘ponte’ entre técnicos, e só o holandês Marcel Keizer conseguiu colocar troféus no museu do clube, no caso uma Taça da Liga e uma Taça de Portugal, ambas em 2019.

Amorim era a aposta decisiva de Varandas e também do diretor desportivo, Hugo Viana, mas o arranque esteve longe de convencer, sobretudo pela perda do terceiro lugar do campeonato para o Sporting de Braga, na temporada passada.

Os 10 milhões de euros pagos pelo técnico pareciam demasiado para mais um ano sem troféus e a eliminação precoce da Liga Europa, no arranque desta época, fazia emergir alguns ‘fantasmas’ que têm ‘ensombrado’ os adeptos nas últimas décadas, tão castigados com os constantes insucessos da sua equipa de futebol.

Aos poucos, contra todas as expectativas, a desconfiança reinante começou a transformar-se em pujança futebolística, graças ao acerto ‘cirúrgico’ nas contratações de Adán, Feddal, Porro, Nuno Santos ou Pedro Gonçalves, o regresso de Palhinha e o ‘resgate’ de João Mário, aliados à ‘explosão’ de talentos como Nuno Mendes ou Tiago Tomás, tudo sob o comando de um treinador que começava a dar ‘cartas’ e a mostrar ‘credenciais’.

Passados 432 dias da apresentação de Rúben Amorim, o Sporting chegou ao tão ambicionado título que lhe fugia há 19 anos, está perto de ser o primeiro campeão invicto numa prova com mais de 30 jornadas e já tem assegurado o acesso aos ‘milhões’ da Europa, com a presença na Liga dos Campeões.

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