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Equatoriano Antonio Valencia encerra carreira de futebolista aos 35 anos

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O internacional equatoriano Antonio Valencia, que se notabilizou ao serviço dos ingleses do Manchester United, anunciou hoje o final da carreira de futebolista, aos 35 anos, devido aos recorrentes problemas nos joelhos.
Equatoriano Antonio Valencia encerra carreira de futebolista aos 35 anos

“Esta lesão surgiu quando tinha 29 anos, tentei continuar a treinar sem recorrer às operações, funcionou, mas as dores aumentaram com o tempo e este é o momento de dizer adeus e agradecer a este desporto lindo”, revelou Valencia, em conferência de imprensa organizada pelo seu último clube, o Querétaro, do México.

O jogador, que atuava como lateral ou extremo direito, confessou que esta é “uma decisão muito difícil”, tendo em conta que ainda se sente “mentalmente forte”, mas sem a mesma capacidade física.

“Sentes que há algo que não está bem no teu corpo. É triste e deprimente ver os meus companheiros a treinar a 100% e eu a ter de abandonar o treino. Não é justo que os meus companheiros treinem a 100% e eu apenas a 40%”, disse o equatoriano.

Antonio Valencia coloca, assim, um ponto final numa carreira profissional de 18 anos, que se iniciou em 2003, ao serviço do El Nacional, do Equador, antes de passagens pelos espanhóis do Villarreal e do Recreativo de Huelva.

Entre 2006 e 2009 representou o Wigan, clube que lhe abriu as ‘portas’ para o Manchester United, ao serviço do qual atuou durante 10 anos e conquistou dois campeonatos ingleses, uma Taça de Inglaterra, duas taças da Liga inglesa, três supertaças de Inglaterra e ainda uma Liga Europa, esta sob o comando de José Mourinho, em 2017.

De resto, Valencia admitiu que “o momento mais bonito da carreira” foi precisamente quando pisou Old Trafford pela primeira vez com a camisola do United. Após uma década no Manchester United, jogou dois anos no Liga de Quito e um no Querétaro, no qual encerra agora a carreira.

Com 98 internacionalizações pelo Equador, o ala direito participou nos mundiais de 2006, na Alemanha, e 2014, no Brasil, além de ter atuado em quatro edições da Copa América (2007, 2011, 2016 e 2019).

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