LC: DGS diz que «maior parte das coisas correram bem» apesar de alguns incumprimentos

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A diretora-geral da Saúde considerou hoje que a «maior parte das coisas correram bem» na final da Liga dos Campeões de futebol, no Porto, apesar de «alguns incumprimentos» que não podem servir de «passaporte» para incumprir.
LC: DGS diz que «maior parte das coisas correram bem» apesar de alguns incumprimentos

“Há sempre falhas nestes processos, mas a maior parte das coisas correram bem. Eu como espetadora olhei para o estádio e a maior parte das pessoas estava com máscara, sentada com distância e todas elas foram testadas para entrar no estádio, também vi pessoas sem máscara e demasiado juntas”, afirmou Graça Freitas numa conferência de imprensa, no Porto, onde também esteve representada a PSP, Câmara do Porto, Turismo do Porto e Norte e associação de comerciantes.

De modo geral, a responsável da Direção-Geral da Saúde (DGS) assumiu ter havido “algum quebrar de regras e algum incumprimento”, não tendo sido uma situação generalizada à cidade do Porto.

“Devemos cumprir as regras e não é por elas não terem sido cumpridas por algumas pessoas durante algum tempo que isso nos dá um passaporte para incumprir”, afirmou.

Graça Freitas vincou que as regras a cumprir, fundamentalmente as de uso de máscara, lavagem das mãos e distanciamento físico, são de “autoproteção” e de proteção da família, filhos, netos, companheiros de trabalho e amigos.

E não pode ser um exemplo “menos positivo” que leve as pessoas a pensar que estão dispensadas de cumprir as regras de combate à pandemia de covid-19, acrescentou.

“Não estamos a pedir demasiado aos portugueses, estamos a pedir que façam a sua vida de relação e social, mas cumprindo as regras”, ressalvou.

A diretora-geral apelou à disciplina, paciência e calma dos portugueses, sobretudo numa altura em que o país tem “mais pessoas vacinadas” contra a covid-19.

“Não vamos descurar tudo aquilo que nos custo tanto a alcançar”, ressalvou.

Já questionada sobre se o país tem condições para acolher “grandes eventos”, Graça Freitas considerou que “qualquer cidade tem condições para organizar o que for necessário”.

A final da Liga dos Campeões, entre Manchester City e Chelsea, decorreu no Porto, no sábado, num jogo com a presença de adeptos ingleses, que durante os últimos dias estiveram aglomerados no centro da cidade, a maioria sem cumprir as regras ditadas pela pandemia de covid-19, como o uso de máscara e o distanciamento físico.

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