Crónica: Portugal acaba 'engolido' em Munique e fica com vida complicada

Últimas Notícias

Notícias Mais vistas

Sondagem

Após os primeiros jogos das competições nacionais e internacionais, quem está em melhor forma?

A seleção portuguesa de futebol foi hoje derrotada em Munique por 4-2, diante da Alemanha, que deu uma lição de futebol e fez o que quis do campeão europeu, no encontro da segunda jornada do Grupo F do Europeu 2020.
Crónica: Portugal acaba 'engolido' em Munique e fica com vida complicada

Os avançados Cristiano Ronaldo, aos 15 minutos, e Diogo Jota, aos 67, fizeram os golos lusos, que tiveram outros dois marcadores, Rúben Dias, aos 35, e Raphaël Guerreiro, aos 39, mas na própria baliza. Para um dos anfitriões, também marcaram Kai Havertz (51) e Robin Gosens (60), o melhor em campo.

Ainda assim, nem tudo foi negativo na partida de hoje, já que Cristiano Ronaldo se estreou a marcar contra a Alemanha, à quinta tentativa, e colocou-se a dois golos de igualar os 109 do iraniano Ali Daei como melhor marcador de sempre por seleções nacionais.

No agrupamento, Portugal passou de primeiro para terceiro, com três pontos, os mesmos da 'mannschaft', segunda, e menos um do que a líder França. A Hungria é quarta, com um, depois do 1-1 com os gauleses.

Sem grandes surpresas, o selecionador Fernando Santos decidiu não promover alterações no ‘onze’ que bateu a Hungria (3-0), na ronda inaugural, assim como o homólogo Joachim Löw, que, apesar da derrota com a campeã mundial França (1-0), manteve a confiança nos mesmos jogadores.

Se em Budapeste o campeão europeu esteve sempre por cima do encontro e com domínio absoluto, na cidade bávara, passou mais tempo a defender, a acertar marcações e a correr atrás da bola.

A campeã europeia em três ocasiões e mundial em quatro estava determinada a apresentar uma imagem positiva para 'apagar' a derrota com os gauleses (1-0) e até se colocou na frente, logo à passagem do minuto seis, mas Robin Gosens viu remate certeiro ser anulado, por alegada posição irregular de Serge Gnabry.

Joachim Löw, que deixa o cargo no final do torneio, tinha razões para estar satisfeito, ao ver mais um remate, desta vez de Havertz, levar perigo à baliza de Patrício, porém o ‘balde de água’ acabou por ‘cair’ na Allianz Arena, instantes depois.

Na primeira vez que Portugal tentou almejar a baliza defendida por Neuer, conseguiu ser feliz, pelos ‘pés’ do avançado Cristiano Ronaldo (15 minutos), que anotou o seu terceiro tento na prova, depois de Bernardo Silva conduzir uma transição rápida pelo lado direito ataque e colocar ‘teleguiado’ em Diogo Jota, que recebeu de ‘peito’ e passou para o avançado da Juventus encostar.

Este foi quinto tento do capitão das ‘quinas’ na ‘casa’ do Bayern Munique - bisou duas vezes pelos espanhóis do Real Madrid, em 2014 e 2017, em jogos da Liga dos Campeões.

Mesmo estando em vantagem no marcador e, aparentemente, com os índices de confiança altos, Portugal não apresentava argumentos para contrariar e anular o poderio ofensivo alemão, muito por culpa das falhas defensivas e da falta de agressividade no meio-campo luso, onde se jogou quase toda a primeira parte.

Tanta foi a avalanche ofensiva da ‘mannschaft’, que os dois golos na própria baliza, o primeiro, por Rúben Dias (35), e o segundo, por Raphaël Guerreiro (39), foram poucos, tendo em conta as várias chances de que os anfitriões criaram.

Um passe longo a desmarcar Gosens na esquerda, fragilizada pelas desatenções e erros de posicionamento de Nélson Semedo, deu origem ao tento de igualdade da autoria do azarado defesa do Manchester City.

Quarto minutos depois, foi novamente o jogador do Chelsea a surgir descoberto na pequena área para falhar um remate, que sobrou para Kimmich tentar assistir um colega, embatendo, desta vez, no infeliz Raphaël Guerreiro.

Os primeiros 45 minutos não chegaram ao fim sem que Gnabry, outro dos agitadores do jogo alemão, deixasse Pepe ‘sem pernas’ e obrigasse Patrício a uma grande defesa.

Renato Sanches foi a primeira ‘carta’ lançada por Fernando Santos, já após o descanso, mas a intensidade e a capacidade de levar o jogo para a frente que, habitualmente, demonstra em campo, não apareceram e a equipa lusa levou outra ‘machadada’.

Mais uma vez, Nélson Semedo não se apresentou competente no capítulo defensivo e Gosens teve tempo para tudo, quando cruzou ‘direitinho’ para Kai Havertz, finalmente, marcar, aos 51 minutos.

O defesa da Atalanta – hoje mais parecia um extremo, acabou por tornar-se o jogador mais influente do jogo alemão, mas, agora, a corresponder de cabeça a mais um cruzamento de Kimmich, e começar a deixar o campeão da Europa ‘envergonhado’ perante os pouco mais de 14.000 adeptos presentes nas bancadas.

O melhor jogador de Portugal frente à Hungria, Rafa, voltou a ser lançado por Fernando Santos, tal como João Moutinho, e já com os germânicos a tentar gerir o resultado, Cristiano Ronaldo retribuiu a Diogo Jota (67) o passe para o primeiro golo.

A 12 minutos do final, saiu dos ‘pés’ de Renato Sanches uma ‘bomba’ direitinha ao poste da baliza de Neuer e a equipa das 'quinas' ganhou algum ímpeto para tentar, pelo menos, reduzir distâncias no marcador, mas sem sucesso.

O campeão europeu regressa, agora, a Budapeste, Hungria, onde vai defrontar na quarta-feira a França, em jogo da derradeira ronda do Grupo F.

Siga-nos no Facebook, no Twitter, no Instagram e no Youtube.

Relacionadas

Pode gostar de ler

Na Primeira Página