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Crónica: Espanha acaba com invencibilidade italiana e está na final da Liga das Nações

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A Espanha acabou hoje com uma série de 37 jogos sem perder da Itália, ao bater os anfitriões da ‘final four’ da Liga das Nações em futebol por 2-1, selando o ‘passaporte’ para a final da segunda edição.

Crónica: Espanha acaba com invencibilidade italiana e está na final da Liga das Nações

O resultado é, ainda assim, ‘mentiroso’, pois não traduz a absoluta superioridade do ‘onze’ de Luis Enrique, perante um conjunto que foi inferior no ’11 contra 11’ e que se mostrou impotente para contrariar o adversário quando ficou com 10.

A expulsão de Bonucci, aos 42 minutos, apenas acabou com as possibilidades da ‘squadra azzura’, perante uma Espanha que se adiantou aos 17 e chegou ao segundo aos 45+2, em dois golos de Ferran Torres com assistência de Oyarzabal.

Na segunda parte, os espanhóis, ao ‘som’ de um ‘tiki taka’ orquestrado por Busquets, dominaram por completo e estiveram sempre mais perto do terceiro do que a Itália do primeiro, que, completamente contra a corrente, acabou por surgir aos 83 minutos, num contra-ataque finalizado por Pellegrini.

Apesar de não traduzir o que se passou, o 2-1 é suficiente para a Espanha, que teve os sportinguistas Sarabia no ‘onze’ e Pedro Porro no banco, seguir para a final, na qual vai encontrar, no domingo, a Bélgica ou a França. Procura-se o sucessor de Portugal.

Se os espanhóis seguem para o jogo decisivo, ‘vingando’ o desaire nas meias-finais do Euro2020, a Itália perde pela primeira vez desde o 0-1 com Portugal em 10 de setembro de 2018 – somava, depois disso, 28 vitórias e nove empates.

Em relação às meias-finais do Euro2020, em Wembley, há três meses, Mancini trocou apenas duas peças, Chiellini e Immobile por Bastoni e Barnardeschi, enquanto Luis Enrique mudou quatro, fazendo entrar Pau Torres, Marcos Alonso, Gavi e o ‘leão Sarabia para os lugares de Eric García, Jordi Alba, Pedri e Dani Olmo.

De todas as novidades, a maior é indiscutivelmente a estreia absoluta de Gavi, jogador do FC Barcelona, que passou a ser o mais jovem internacional espanhol, com 17 anos e 62 dias, para superar um recorde de 85 anos, de Ángel Zubieta (17 anos e 284 dias).

A primeira ameaça foi da Itália, num remate de fora da área de Chiesa, que Unai Simón defendeu para a frente, aos cinco minutos, com resposta espanhola aos 13, quando Bastoni cortou um remate de Oyarzabal, após centro da esquerda de Sarabia.

Depois do ‘aviso’, a Espanha chegou mesmo ao golo, aos 17 minutos, com Oyarzabal a fugir pela esquerda e a efetuar um espetacular cruzamento para a área, que Ferran Torres desviou de Donnarumma com um remate com a canela direita.

Os espanhóis quase ampliaram a vantagem aos 19 minutos, através de um remate de Marcos Alonso, que o muito assobiado Donnarumma – culpa de ter deixado o Milan a custo zero rumo ao PSG – não segurou, sendo salvo pelo poste direito de dar enorme ‘frango’.

Depois de alguns minutos de desnorte, a Itália recompôs-se e poderia ter empatado em três ocasiões: num cabeceamento de Di Lorenzo (28 minutos), num remate ao ‘ferro’ de Bernardeschi (34) e num incrível falhanço de Insigne (35).

Os anfitriões não marcaram e as suas ‘contas’ complicaram-se muito aos 42 minutos, quando Bonucci, que tinha visto um amarelo por protestos, aos 30, colocou o cotovelo no pescoço de Sergio Busquets, e foi expulso, por acumulação.

Com mais um, a Espanha não demorou a tirar partido, conseguindo aumentar a vantagem ainda antes do intervalo, aos 45+2 minutos: Marcos Alonso tocou para Sarabia e este para Oyarzabal, que cruzou para categórico cabeceamento de Ferran Torres.

Para a segunda parte, Mancini recompôs a defesa com Chiellini, sacrificando Bernardeschi, mas o que se assistiu desde o recomeço foi um ‘monólogo’ dos espanhóis, que, se já eram ‘donos’ da bola no ‘11 contra 11’, passaram a tê-la sempre, ou quase.

O controlo dos acontecimentos por parte do ‘onze’ de Luis Enrique foi total, mas só aos 63 minutos o terceiro golo pareceu iminente, quando Oyarzabal cabeceou ao lado, depois de um centro de Yeremi Pino, servido por Gavi.

Pino, que entrou muito bem, foi lançado para o lugar do lesionado Ferran Torres, enquanto Mancini ainda apostou em Locatelli, Kean, Pellegrini e Calabria, mas a Itália raramente conseguiu atacar, passando o tempo a correr atrás da bola.

Já com Merino e Bryan Gil, a Espanha voltou a estar perto do terceiro golo aos 78 minutos, com Pino a centrar da direita e a isolar Marcos Alonso, que rematou de primeira para uma grande defesa de Donnarumma com a mão esquerda.

Sem que nada o fizesse esperar, acabou por ser a Itália a reduzir, aos 83 minutos: após um canto a favor da Espanha, Pino atrasou mal para Pau Torres, Chiesa intercetou a bola, correu sozinho e, depois, assistiu para Pellegrini empurrar.

A ‘squadra azzurra’ ainda acreditou no ‘milagre’ e logrou colocar a bola algumas vezes na área, mas a Espanha nunca se enervou e soube controlar os acontecimentos até final.

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