Crónica: Rio Ave bate B SAD nos penáltis e afasta outro clube da I Liga da Taça
O Rio Ave, da II Liga, qualificou-se hoje para os quartos de final da Taça de Portugal de futebol, ao bater em casa o primodivisionário Belenenses SAD, por 6-5 nas grandes penalidades, após 1-1 no final do prolongamento.
Em Vila do Conde, Pedro Nuno colocou em vantagem o 18.º e último classificado da I Liga, aos nove minutos, mas o brasileiro Hugo Gomes repôs o empate para o terceiro do escalão secundário, aos 43, que se arrastou até ao desempate na marca dos 11 metros.
Depois de cinco conversões certeiras e uma falhada para cada lado, o senegalês Sylla marcou e o nigeriano Chima Akas atirou à barra da baliza, tornado o Belenenses SAD o segundo clube primodivisionário a ser eliminado nesta edição da prova ‘rainha’ pelo Rio Ave, finalista em 2013/14 e 1983/84, depois do Boavista, que ‘tombou’ na terceira ronda.
Os ‘azuis’ entraram mais afoitos em campo e retiraram dividendos da pressão alta logo aos nove minutos, com Pedro Nuno a aproveitar um alívio defeituoso de Hugo Gomes na área, após cruzamento na esquerda de Nilton Varela, para desbloquear o marcador.
Acusando esse arranque adormecido, os vila-condenses demoraram a encontrar critério dentro do último terço, começando a expressar a sua melhor versão aos 33 minutos, quando Joca, isolado à distância por Pedro Mendes, vacilou no duelo com Luiz Felipe.
O Rio Ave intensificou processos e, aos 43 minutos, a partir de um canto na esquerda de Pedro Amaral, contou com a redenção de Hugo Gomes, que só foi chamado ao ‘onze’ pouco antes do apito inicial devido à lesão sofrida por Aderllan Santos no aquecimento.
Joca ainda ameaçou de calcanhar a reviravolta antes do intervalo, mas voltou a esbarrar em Luiz Felipe, bem menos solicitado na segunda etapa, em que o Belenenses SAD, ainda a recompor-se da paragem causada pelo recente surto de covid-19, apresentou evolução nos índices físicos e neutralizou o fulgor anímico do conjunto de Luís Freire.
Aos 70 minutos, num lance confuso na área, Pedro Nuno quase devolveu à vantagem a equipa de Filipe Cândido, ao rematar de forma acrobática para defesa de Léo Vieira, sendo que, aos 89, o ‘disparo’ de longe do recém-entrado João Graça rasou o poste.
A necessidade de prolongamento refletia o equilíbrio de um duelo em curva descendente de espetacularidade, que Pedro Mendes tentou contrariar, ao cabecear para nova parada de Luiz Felipe, aos 93 minutos, num sinal da maior vontade dos anfitriões, contra uma postura expectante dos visitantes, em decidir a eliminatória sem recorrer aos penáltis.


