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I Liga (balanço): Virgílio julga Sporting crescido em «época razoável»

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O Benfica precisa de fazer uma revolução no plantel para a próxima época?

O Sporting “cresceu como equipa” em relação a 2020/21, apesar de ter fraquejado na I Liga e nas meias-finais da Taça de Portugal com “muito mérito” do FC Porto, frisa o ex-futebolista Virgílio Lopes, falando numa “época razoável”.

I Liga (balanço): Virgílio julga Sporting crescido em «época razoável»

“Acho que o Sporting esteve bem, mas um pouco menos arrogante. Há uma arrogância boa que as equipas têm de ter e a deste ano não era tão boa como a de 2020/21. De qualquer forma, a equipa jogava melhor e era mais segura face à época passada, mas o FC Porto foi incontornável”, vincou à agência Lusa o ex-defesa dos ‘leões’ (1976-1988).

O Sporting, com 19 títulos de campeão nacional, acabou a edição 2021/22 da I Liga no segundo lugar, com 85 pontos, a seis do FC Porto, novo detentor do cetro, apesar de ter igualado o registo que lhe permitiu quebrar um ‘jejum’ de 19 anos na última temporada.

“Não me parece que tenha havido uma diferença tão grande entre as equipas a nível de qualidade de jogo, entrega, seriedade e competitividade. Aliás, os ‘clássicos’ foram muito equilibrados, com o FC Porto a beneficiar de mais alguma experiência do que o Sporting, ao ponto de ter gerido sempre melhor a abordagem aos jogos e as emoções”, analisou.

Para lá das derrotas ‘leoninas’ sofridas com Santa Clara (2-3, à 17.ª ronda) e Sporting de Braga (1-2, à 19.ª), que “afastaram quase em definitivo” os dois rivais no topo, Virgílio crê que os campeonatos “têm sido muito decididos em jogos ‘grandes’”, nos quais Sporting e FC Porto se igualaram duas vezes (1-1 em Alvalade, à quinta, e 2-2 no Dragão, à 22.ª).

“O Rúben Amorim resolveu ter dois atletas para cada posição e eu concordo plenamente com isso. Há que estimular a competitividade interna para que, depois, sejamos mais competitivos frente aos adversários. É óbvio que se poderia ter problemas em função da quantidade de jogos, mas o Sporting fez uma boa época, com alguns miúdos que foram aparecendo e ajudando e sem que as lesões estivessem muito presentes”, rememorou.

O ex-defesa direito descarta a necessidade de Rúben Amorim “mudar de modelo”, após “algumas nuances” ensaiadas em 2021/22, preferindo destacar a versatilidade do ‘3-4-3’, que “permite atacar e defender melhor e pede sempre de laterais de grande qualidade”.

“O Sporting necessita de crescer e os atletas vão ficando mais experientes. É continuar a trabalhar como até aqui, fazendo as coisas bem feitas, comunicando bem e fechando o clube. Assim, acredito que para o ano vamos estar novamente a disputar o título, que irá cair para a equipa que tiver um pouco mais de sorte e gerir melhor as emoções”, notou.

A “época verdadeiramente má” de Pedro Gonçalves, com 15 golos e 11 assistências nas diferentes provas, depois de ter sido o ‘artilheiro’ da I Liga em 2020/21, “foi compensada” pela influência do espanhol Pablo Sarabia, visível em 21 tentos e oito passes decisivos.

“O Pablo Sarabia é um jogador muito diferente dos outros. É daqueles que têm um toque especial e, portanto, a adaptação a que modelo ou equipa for será sempre relativamente fácil. Sendo tão bom jogador, aquilo acaba sempre por correr bem. Veremos como é que Pedro Gonçalves vai estar na próxima época e se não tem lesões, pois atrasam e criam sempre grandes problemas, mas creio que esta aposta no Sarabia compensou”, avaliou.

Vencedor de um campeonato, duas Taças de Portugal e duas Supertaças, Virgílio Lopes “não está a ver” o extremo inglês Marcus Edwards, contratado em janeiro ao Vitória de Guimarães, a suprir a saída do dianteiro cedido pelos franceses do Paris Saint-Germain.

“Há uma simplicidade no jogo do Pablo Sarabia que o Marcus Edwards não tem de forma nenhuma. É um tipo de jogador completamente diferente. Com outro enquadramento, o Edwards pode fazer um pouco o papel do Sarabia. O Rúben Amorim já nos habituou a coisas fantásticas e boas, e coelhos tirados da cartola, mas parece-me difícil”, antecipou.

O ex-diretor-geral da formação do clube e da academia de Alcochete (2013-2018), de 64 anos, diz que há potencial “dentro do plantel ou do clube” para substituir o espanhol, num trio ofensivo que deixou de contar com o argelino Islam Slimani antes do final da época.

Oficializados já estão o extremo ganês Abdul Fatawu Issahaku (ex-Steadfast) e o central neerlandês Jeremiah St. Juste (ex-Mainz), aos quais se deverá juntar o médio japonês Hidemasa Morita, do Santa Clara, com Virgílio à espera de “mais um ou dois jogadores”.

“Para se chegar a algum lado e ter sucesso é preciso querer muito mais do que o normal. Há muitos exemplos disso. No Sporting, sucedeu isso com vários atletas que vinham do nada e de baixo, mas queriam muito atingir alguma coisa. Ao lutarem muito por isso em termos pessoais, acabaram por contribuir para o sucesso a nível coletivo”, estabeleceu.

Numa época destacada pelos êxitos na Taça da Liga e na Supertaça, uma nova entrada consecutiva na fase de grupos da Liga dos Campeões, prova na qual o Sporting evoluiu em 2021/22 até aos oitavos de final, permitirá “projetar o futuro com mais tranquilidade”.

“O planeamento é um pouco mais fácil, porque há menos dúvidas sobre o que é preciso fazer. Por outro lado, as receitas são absolutamente fundamentais para os ‘grandes’. Ir direto permite gerir muito melhor a nível orçamental, face à garantia de que determinada verba vai entrar. Às vezes, permite arriscar, porque, mesmo sendo conservadores, pode-se considerar mais dinheiro em função dos resultados. Tudo são vantagens”, finalizou.

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