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Crónica: Lyon 'trava' Barcelona e recupera 'coroa' europeia

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O Lyon recuperou a ‘coroa’ de melhor equipa feminina no futebol europeu, ao voltar a vencer a Liga dos Campeões, numa final ‘resolvida’ na primeira parte, em que bateu o antigo campeão, o Barcelona.

Crónica: Lyon 'trava' Barcelona e recupera 'coroa' europeia

O desempenho recente das espanholas, não apenas nesta época, mas também na anterior, em que se sagraram pela primeira vez campeãs europeias, numa equipa com a melhor jogadora do mundo, Alexia Putellas, fazia questionar se esta era uma nova ‘era’.

Na final de hoje no Estádio da Juventus, em Turim, o Lyon respondeu que está bem vivo, num jogo em que ‘travou’ as ideias das espanholas e foi sempre mais agressivo, e também eficaz, com e sem bola.

O ‘segredo’ esteve em boa parte naquilo que as francesas não permitiram às espanholas, com a ‘estrela’ Alexia Putellas sempre cercada de adversárias, com a treinadora Sónia Bompastor - a primeira mulher a vencer a competição como jogadora e como treinadora - a estudar bem a lição, apostando na pressão alta.

Foi assim que o Lyon se viu cedo a vencer, com a capitã Amandine Henry a chegar primeiro do que Putellas a uma bola atrasada por Ada Hegerberg, sem que o videoárbitro português Tiago Martins tenha vislumbrado qualquer falta.

A Henry, considerada a melhor jogadora da final, bastou progredir com dois passos e a cerca de 30 metros da baliza rematou, com a bola a entrar junto ao canto superior de Sandra Paños, dando uma vantagem ‘madrugadora’ às francesas, aos seis minutos.

O FC Barcelona, apesar de ter mais posse, ‘acusou’ o golo e nunca conseguiu ‘desamarrar-se’ do colete de forças em que se viu, enquanto o Lyon procurou responder com critério e mais na profundidade.

Aos 23 minutos, a lateral francesa Bacha apareceu a cruzar no lado esquerdo, e a avançada norueguesa Ada Hegerberg – que hoje conquistou, aos 26 anos a sua quinta Liga dos Campeões -, mostrou a razão pela qual é uma das melhores jogadoras do mundo.

A avançada, que falhou a última época e meia, primeiro com uma rotura no ligamento cruzado e depois com uma fratura da tíbia, cabeceou, ao segundo poste, de cima para baixo e fez o segundo golo para o Lyon.

A final perfeita das francesas começava a desenhar-se numa tarde com temperaturas acima dos 30 graus centígrados e com pausas para refrescar, e foi pouco depois de uma dessas paragens, que a norte-americana Catarina Macário, livre de marcação, fez o 3-0.

O ‘Barça’ ainda tentou entrar na discussão do resultado, graças ao golo de Putellas aos 41 minutos, com a internacional espanhola a desviar perto da marca da grande penalidade, mas o segundo tempo não trouxe mais eficácia ou supremacia.

A equipa espanhola manteve a tendência de posse de bola, mas sempre muito ‘sufocada’ entre linhas e com uma adversária em cima da portadora da bola, pelo que o seu maior lance de perigo surgiu num remate ainda no meio-campo.

Patrícia Guijarro procurou explorar a posição adiantada da guarda-redes do Lyon e conseguiu um chapéu que levou a bola a embater na barra da baliza, aos 58 minutos, naquele que foi o seu maior lance de perigo na segunda metade.

As catalãs nunca conseguiram criar perigo suficiente para que o Lyon tivesse de arriscar mais, com as francesas em posição mais confortável para gerir a intensidade da partida, durante a qual tentaram, a espaços, chegar ao quarto golo.

Um golo que não aconteceu porque aos 90+7 a bola rematada de primeira por Hegerberg embateu no poste direita da baliza do ‘Barça’.

Com o triunfo o Lyon chegou ao oitavo título europeu, com conquistas em 2011, 2012, 2016, 2017, 2018, 2019, 2020 e 2022.

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