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Crónica: Inglaterra impiedosa afasta País de Gales para atestar favoritismo

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A Inglaterra confirmou hoje uma previsível vitória no Grupo B do Mundial do Qatar, ao superiorizar-se sem mácula ao País de Gales, por 3-0, na terceira e última jornada, arredando o ‘vizinho’ britânico dos oitavos de final.

Crónica: Inglaterra impiedosa afasta País de Gales para atestar favoritismo

No Estádio Ahmad Bin Ali, em Al Rayyan, no Qatar, Marcus Rashford (50 e 68 minutos) e Phil Foden (51) marcaram para os vice-campeões europeus, que, na sua 16.ª fase final, lograram a marca dos 100 golos em 72 jogos efetuados no principal torneio de seleções.

Os campeões mundiais em 1966 passaram pela 13.ª vez, e segunda seguida, a fase de grupos e vão encarar no domingo o Senegal, segundo colocado do Grupo A, após terem ‘vergado’ um adversário longe dos pergaminhos exibidos nos Europeus de 2016 e 2020.

Volvidos 64 anos sobre a única presença em Mundiais, então culminada nos ‘quartos’, os galeses deixam o Qatar sem glória e com apenas um golo de penálti, concretizado pela ‘estrela’ da companhia Gareth Bale, cuja continuidade no futebol internacional é incerta.

Se o País de Gales foi quarto e último classificado, com um ponto, a Inglaterra venceu a ‘poule’, com sete, seguida dos Estados Unidos, que bateram (1-0) à mesma hora o Irão, orientado pelo português Carlos Queiroz, para confirmarem a vice-liderança, com cinco.

Apesar da urgência de um inédito triunfo, que, por si só, seria insuficiente para poderem continuar em prova, os ‘dragões’ procuraram cerrar espaços ao virtuosismo técnico dos ‘três leões’, que alteraram três titulares face ao empate com os norte-americanos (0-0).

Marcus Rashford ia retribuindo a opção de Gareth Southgate aos 10 minutos, quando se isolou a passe de Harry Kane para esbarrar na ‘mancha’ do ‘guardião’ Danny Ward, que rendeu na baliza galesa Wayne Hennessey, expulso na derrota com os iranianos (0-2).

A formação de Robert Page foi mantendo a coesão durante largos períodos da primeira metade, excetuando um lance coletivo terminado com um ‘tiro’ alto de Phil Foden, outra novidade de Inglaterra, aos 37, seguido de um remate acrobático de Rashford, aos 39.

Com Neco Williams a abandonar o relvado por suspeitas de concussão cerebral, aos 36 minutos, o País de Gales libertou-se com um ‘disparo’ desenquadrado de Joe Allen em tempo de compensação, mas voltou dos balneários inesperadamente sem Gareth Bale.

O capitão dos ‘dragões’ tinha passado ao lado do 104.º capítulo de uma das rivalidades mais antigas da modalidade, que se agitaria num ápice, com Rashford a marcar de livre direto, aos 50 minutos, e Foden a encostar um centro na direita de Harry Kane, aos 51.

Numa fase em que os Estados Unidos já venciam o Irão, tornando quase impossível a missão hercúlea dos pupilos de Robert Page, Gareth Southgate começou a ‘poupar’ a condição física de alguns nomes influentes, como o melhor marcador do Mundial2018.

Harry Kane adiou a estreia a marcar no Qatar e Marcus Rashford aproveitou para captar um passe do recém-entrado Kalvin Philipps e ‘arrancar’ pela direita rumo ao 3-0, aos 68 minutos, igualando no topo dos ‘artilheiros’ da atual edição da prova o neerlandês Cody Gakpo, o equatoriano Enner Valencia e o francês Kylian Mbappé, todos com três golos.

Danny Ward negou o ‘hat-trick’ a Rashford (72 minutos) e impediu os festejos de Jude Bellingham (77), com John Stones a falhar na pequena área (90+1), perante a crescente ‘rendição’ do País de Gales, incapaz de criar além de uma tentativa de longe de Kieffer Moore (55), que desviou em Harry Maguire e dificultou a intervenção de Jordan Pickford.

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