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Crónica: Ingenuidade senegalesa explorada por Inglaterra para vitória tranquila

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A Inglaterra resolveu o jogo em 10 minutos e ‘passeou’ na segunda parte, explorando a ingenuidade do Senegal, numa vitória tranquila por 3-0, que lhe garante o apuramento para os quartos de final do Mundial no Qatar.

Crónica: Ingenuidade senegalesa explorada por Inglaterra para vitória tranquila

A resistência dos senegaleses durou 38 minutos, altura em os apoios frontais de Harry Kane começaram a ‘dar frutos’, com o avançado inglês a arrastar um central senegalês, a rodar e a solicitar a desmarcação de Bellingham, cujo cruzamento para trás, para o interior da área, permitiu a finalização de Henderson.

Dez minutos depois, houve uma perda de bola a meio-campo do Senegal, e em toda a sequência do lance, de contra-ataque, os senegaleses tiveram a possibilidade de fazer uma falta e ‘matar’ a jogada, mas não o fizeram e provocaram uma situação de superioridade numérica, de dois contra um, com Bellingham e Kane face a um defesa adversário, com o primeiro a oferecer o golo ao segundo.

Ao nível de um Mundial, não é admissível tamanha ingenuidade, não só por não se ter recorrido a uma falta para travar o lance, mas também pelo deficiente posicionamento dos jogadores do Senegal, que permitiu que surgissem dois avançados ingleses para um senegalês na área africana.

Até aos momentos que resultaram nos dois golos, o Senegal tinha estado, do ponto de vista tático, coeso, disciplinado, sem dar espaços, no seu ‘4-4-1-1’ flexível, e a criar a dúvida e insegurança na defesa inglesa, com alguns contra-ataques perigosos.

Aos 23 minutos, Dia conseguiu rematar no coração da área contra Stones, com a bola a ressaltar no braço do central inglês (lance revisto pelo videoárbitro, que entendeu, numa decisão contestável, não existir motivo para grande penalidade), e aos 32 foi o guarda-redes Pickford, com uma grande defesa, a evitar que Dia, a passe de Ismaila Sarr, inaugurasse o marcador.

A Inglaterra sentiu grandes dificuldades para entrar no bloco defensivo do Senegal, mas, de repente, criou uma brecha que fez desmoronar a ‘muralha’ defensiva senegalesa, que parecia de aço, mas que se revelou de ‘papelão’ assim que foi transposta.

Aliou Cissé, selecionador senegalês, ainda tentou jogar uma cartada com a entrada tripla de Pape Sarr, Dieng e Gueye, em detrimento de Diatta, N’Diaye e Ciss, respetivamente, mas sem efeitos práticos, porque a Inglaterra estava ‘por cima’ no jogo e a jogar, finalmente, com a tranquilidade que a vantagem lhe conferia, ainda por cima face a um adversário que tinha necessidade de subir as linhas e de se expor na tentativa de chegar ao golo que o fizesse reentrar na discussão do resultado.

O ‘xeque-mate’ chegou ao minuto 57, mais uma vez iniciado por Kane, que não marca mas dá muitos a marcar, a baixar, de costas para a baliza, a desmarcar Foden, que cruzou para Saka se antecipar a toda a defesa senegalesa, guarda-redes incluído, para fazer o terceiro golo.

O destino da partida ficou ‘selado’ nesse momento, mas antes disso já era evidente que a Inglaterra tinha o jogo completamente na ‘mão’ e que o terceiro golo era uma questão de tempo, o que permitiu ter uma meia hora final de total relaxamento e poupança de energias para os ingleses, um luxo, tratando-se de um jogo dos ‘oitavos’ de um Mundial.

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