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Rúben Amorim: «Se ganharmos um título, no dia a seguir já não interessa para nada»

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Declarações de Rúben Amorim, treinador do Sporting, após a vitória frente ao Arouca (2-1), em jogo da meia-final da Taça da Liga, disputado hoje no Estádio Municipal Dr. Magalhães Pessoa, em Leiria.

Rúben Amorim: «Se ganharmos um título, no dia a seguir já não interessa para nada»

“Não diria mudança de ‘chip’, foi o espelho do que tem acontecido. Controlámos bem a primeira parte e não conseguimos marcar, mas gostei bastante. A não deixar o Arouca sair, mas mais uma vez não conseguimos marcar.

Na segunda parte não entrámos bem e bastou um bocadinho para sofrer. Depois voltámos a tomar conta do jogo, chegámos ao golo e quanto a mim com justiça. O objetivo era esse.

Acho que não é nada de grave, mas se não estiver o Paulinho estará outro, mas ele é um jogador importante. Vamos ver se está apto para o jogo.

O [Pedro] Porro ficou de fora porque já teve muitas dificuldades com o Vizela, e hoje, mesmos os 20 minutos foi arriscado. Precisávamos de um jogador mais desequilibrador no corredor. O [Ricardo] Esgaio entrou, confio nele.

É preciso estar bem para travar uma equipa com jogadores fortes na frente, que marcou quatro golos no jogo anterior e que está muito motivada.

Fomos justos vencedores, e na primeira parte foram ocasiões claras de golo, mas houve as dificuldades normais frente a uma equipa que está a fazer um excelente campeonato.

Nós temos a cláusula de rescisão, mas não posso garantir nada. A ideia que transmitiram é que o [Pedro] Porro só sai pela cláusula de rescisão, mas o mercado ainda está aberto.

Não fico com azia de perder jogadores, fico é com azia da forma como se fazem certas coisas. Mesmo vendendo como nunca, há jogadores que têm de sair e vender jogadores que às vezes são a nossa base.

Há coisas que não consigo explicar, fazemos mais trabalho de finalização, olhamos para os jogos e treinamos isso durante a semana. É mais do que mental, são momentos da equipa. Por isso é que o futebol é tão interessante, a verdade é que não marcando começa a surgir ansiedade nos adeptos e nos jogadores.

Se ganharmos um título, no dia a seguir já não interessa para nada. Num clube grande é assim. A exigência é assim. Todos os dias temos de lutar pelo nosso trabalho, pelo nosso projeto”.

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