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"Não havia nenhum adepto do Sporting chateado com o quarto lugar"

O término da temporada desportiva deixou o Benfica perante uma encruzilhada, onde a ideia de um projeto a longo prazo colide
com a urgência dos adeptos benfiquistas por resultados imediatos.

"Não havia nenhum adepto do Sporting chateado com o quarto lugar"
Depositphotos

"O Benfica tem um maior nível de exigência devido à sua história e à expectativa dos seus adeptos", observou o conhecido adepto benfiquista Mauro Xavier.

Após uma época marcada por altos e baixos, onde a conquista da Supertaça foi o único feito, a incerteza permeia o futuro do clube encarnado, sendo que a continuidade de Roger Schmidt como treinador principal das águias está a ser alvo de intensos debates entre os adeptos, que pedem, inclusive, a saída do técnico da Luz.

Se, por um lado, o treinador alemão trouxe consigo uma promessa de sucesso e renovação, por outro, os resultados ficaram aquém das expectativas, deixando os exigentes adeptos benfiquistas descontentes e a clamarem por mudanças no comando técnico da equipa.

Contudo, numa entrevista recente no Benfica Campus, Rui Costa, presidente do clube, enfrentou os holofotes da comunicação social e, a contrastar com as criticas dos adeptos encarnados, confirmou a permanência de Schmidt para a próxima temporada.

"A pressão que existe num treinador do Benfica é muito diferente da que existe num treinador do Sporting"

No entanto, a decisão não foi unanimemente aclamada pela massa associativa benfiquista, com alguns adeptos a expressarem preferência por uma mudança no comando técnico das águias.

Nesta senda de insatisfação com a decisão de Rui Costa, Mauro Xavier, gestor e conhecido adepto encarnado, manifestou receios quanto à continuidade de Schmidt, temendo que a pressão e a contestação aumentem diante de possíveis desaires.

Em declarações no podcast 'Final Cut!', o sócio encarnado comparou a situação do Benfica com a do Sporting, onde Frederico Varandas, líder máximo dos leões, optou por manter Rúben Amorim no comando técnico após uma temporada de resultados modestos, culminando na conquista do campeonato.

"Isso tem sempre que ver com a ambição do que é expectável em cada um dos clubes e em cada um dos momentos", começou por referir Xavier.

"O Rúben Amorim esteve nove dérbis sem ganhar. Isso seria impensável no Benfica. Portanto, a pressão que existe num treinador do Benfica é muito diferente da pressão que existe num treinador do Sporting", observou o conhecido adepto das águias.

"Não havia nenhum adepto chateado com esse quarto lugar", defendeu Xavier, citado pelo jornal 'Bancada.pt'.

A contestação a Rúben Amorim não ocorreu em Alvalade da mesma forma que aconteceu na Luz em relação a Schmidt e, face a esta diferença, Xavier destacou a disparidade de expectativas entre os adeptos dos dois clubes, enfatizando a cultura de exigência no Benfica.

"Se perguntarem a um adepto do Sporting se ficaria contente em ganhar dois campeonatos nos próximos dez anos, provavelmente, responderia que sim. No Benfica isso era perfeitamente negativo", observou o gestor.

"O Benfica tem um maior nível de exigência devido à sua história e à expectativa dos seus adeptos do número de vitórias que venha a alcançar", rematou Mauro Xavier.

A pressão contínua para obter resultados imediatos no Benfica é um fator determinante no desempenho de qualquer treinador. Esta pressão pode ser tanto uma força motivadora quanto um peso esmagador, dependendo de como é gerida.

A continuidade de Roger Schmidt será, sem dúvida, um teste à capacidade do clube de equilibrar a paciência necessária para construir um projeto sólido com a necessidade imperiosa de conquistar títulos.

O técnico germânico terá que demonstrar rapidamente que aprendeu com as falhas da temporada que terminou e que está preparado para implementar as mudanças necessárias para alcançar o sucesso.

Com a decisão tomada, o foco agora está na preparação da equipa encarnada para a próxima época. O Benfica precisa de reforçar áreas-chave do plantel e ajustar estratégias para evitar os erros do passado.

A gestão da pressão será essencial, e Schmidt terá que provar que é capaz de guiar a equipa rumo a conquistas consistentes sob o peso das expectativas avassaladoras.

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