Internacional

Europeu-2020: Portugal esteve perto da final em 2012, mas caiu nos 'penáltis'

por José Pestana c/Lusa, a 06-06-2021 às 09:13

A seleção portuguesa de futebol esteve muito perto de repetir, oito anos depois, a presença na final do Europeu, em 2012, mas perdeu com a Espanha, campeã mundial e europeia em título, nas ‘meias’, na ‘lotaria’ dos penáltis.

Depois de 120 minutos sem golos, em Donetsk, Portugal até começou o desempate em ‘grande’, com Rui Patrício a parar o remate de Xabi Alonso, mas, no pontapé seguinte, Casillas fez o mesmo a João Moutinho e, ao oitavo, com a Espanha a vencer por 3-2, Bruno Alves atirou à barra.

De imediato, Cesc Fàbregas foi mais feliz, com a bola a embater no poste direito e a entrar, e a Espanha venceu por 4-2, perante o inconformismo de Cristiano Ronaldo: “Que injustiça, que injustiça”, clamou, em pleno relvado.

O então ‘7’ do Real Madrid foi a grande figura lusa na prova, contribuindo com três golos, que lhe conferiram o título de melhor marcador, a par de mais cinco jogadores, para a quarta meia-final de Portugal, depois de 1984, 2000 e 2004.

A seleção lusa estreou-se com o mesmo adversário do qual se despediu da edição de 2008, a Alemanha, e o resultado foi o mesmo, o habitual, uma derrota, desta vez por 1-0, selada aos 72 minutos, por Mario Gomez.

No segundo jogo, ainda em Lviv, Portugal reagiu bem e chegou a 2-0 face à Dinamarca, com tentos de Pepe (24 minutos) e Hélder Postiga (36), mas um ‘bis’ de Nicklas Bendtner (41 e 80) restabeleceu a igualdade.

Aos 84 minutos, Paulo Bento apostou em Silvestre Varela e não poderia ter sido mais feliz, pois, três minutos, volvidos o extremo luso, que então atuava no FC Porto e agora representa o Belenenses SAD, materializou o triunfo luso (3-2).

O terceiro embate, em Kharkiv, decidia o destino de Portugal e não começou da melhor maneira, com o holandês Rafael van der Vaart a inaugurar o marcador, logo aos 11 minutos.

Mas, finalmente, apareceu Cristiano Ronaldo. Até aí ‘desaparecido’, o jogador ‘merengue’ empatou o jogo aos 28 minutos, servido por João Pereira, e, aos 74, selou a reviravolta, depois de uma assistência de Nani.

Após selar o apuramento para os quartos de final, o ‘7’ luso voltou a ser decisivo na qualificação para as ‘meias’, ao marcar em Varsóvia o golo da vitória sobre a República Checa (1-0), um cabeceamento que Petr Cech não conseguiu parar, aos 79 minutos, após um cruzamento da direita de João Moutinho.

Nas meias-finais, face à Espanha, nenhuma das equipas conseguiu marcar em 120 minutos, com tudo a decidir-se nos penáltis: Xabi Alonso foi o primeiro a falhar, mas João Moutinho e Bruno Alves seguiram-lhe o ‘exemplo’ e Portugal não conseguiu repetir o que conseguira em casa, em 2004.

Para chegar ao Europeu realizado na Polónia e na Ucrânia, Portugal necessitou de um ‘play-off’, face à Bosnia-Herzegovina, que ultrapassou com uma goleada caseira por 6-2, depois de um empate a zero em Zenica.

Antes, a qualificação começou da pior forma, com a FPF a afastar Carlos Queiroz e Agostinho Oliveira a comandar a seleção, que só fez um ponto nos dois primeiros jogos (4-4 na receção ao Chipre e 0-1 na Noruega).

Sem grande margem de manobra, Paulo Bento chegou, venceu cinco jogos consecutivos e Portugal chegou ao último jogo com possibilidades de conseguir o apuramento direto, mas falhou-o, na Dinamarca (1-2). Salvou-se no ‘play-off’.