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Presidente do 1º de Dezembro quer reativar o futebol feminino da formação

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O 1º de Dezembro extinguiu a equipa de futebol feminino, por motivos financeiros, mas o presidente do clube, Fernando Cunha, aposta na formação para, "dentro de três anos", reativar um plantel sénior para defender um invejável palmarés.
Presidente do 1º de Dezembro quer reativar o futebol feminino da formação

A Sociedade União 1º de Dezembro, sediada em São Pedro de Penaferrim, no concelho de Sintra, está inscrita desde 1938 na Associação de Futebol de Lisboa.

O clube alargou a atividade, em 1995, ao futebol feminino e, em menos de duas décadas, conquistou 12 campeonatos nacionais (dos quais 11 consecutivos), sete Taças de Portugal e esteve 140 jogos do campeonato sem perder, entre maio de 2006 e novembro de 2012.

"Na época 2013/14, descemos de divisão, perdemos atletas e não conseguimos reforçar a equipa ou arranjar patrocinadores", explicou à agência Lusa o presidente do 1º de Dezembro, Fernando Cunha.

Perante a falta de meios financeiros, o clube optou por acabar com o futebol feminino sénior e "continuar a apostar na formação para tentar que, dentro de três anos, se possa voltar a formar uma nova equipa", admitiu o dirigente.

A descida de divisão surge após a saída de Nuno Cristóvão e com a transferência das principais atletas para clubes rivais, como o CF Benfica ou o CAC Pontinha.

A extinção da equipa levou entretanto outras jogadoras a transferirem-se para o Belenenses ou para o Estoril.

"A ida a Malta foi o descalabro financeiro", apontou Fernando Cunha, referindo-se ao falhanço da candidatura do 1º de Dezembro para acolher em 2012 a prova da UEFA Champions League e ter que se deslocar ao arquipélago no Mediterrâneo.

Além da Federação Portuguesa de Futebol ter comparticipado em apenas metade do custo das viagens das atletas, a situação financeira do clube deteriorou-se e, daí para cá, "economicamente estava a entrar num poço que não queria", notou o dirigente.

"Vamos tentar que daqui a dois ou três anos se possa criar uma nova equipa. Vamos começar de baixo", comentou José Valentim, 66 anos, responsável pelo departamento de futebol feminino do clube sintrense.

O mesmo responsável admitiu que "já estava à espera" do fim da equipa sénior, "porque não há milagres" e a falta de patrocinadores tornou impossível fazer face às despesas com as deslocações.

"Temos à volta de 60.000 euros para receber, incluindo de direitos de formação de um jogador que saiu do 1º de Dezembro [para o Desportivo das Aves] e foi vendido para outro clube estrangeiro", esclareceu Fernando Cunha.

A impossibilidade de saldar as dívidas não deixaram outra alternativa à "suspensão" da atividade da equipa feminina, acrescentou o presidente do clube sintrense, criado a partir da sociedade fundada a 1 de dezembro de 1880, sob foral do então Rei D. Carlos.

José Valentim, no 1º de Dezembro "desde os 19 anos", também se mostrou confiante no regresso do futebol feminino sénior à relva sintética de São Pedro, deixando um desabado otimista para que a ambição se concretize: "Mal seja que o país esteja na mesma".

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