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TAD aceita efeito suspensivo da providência do Benfica contra interdição da Luz

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O Tribunal Arbitral do Desporto (TAD) decretou efeito suspensivo da providência cautelar interposta pelo Benfica a propósito da interdição do Estádio da Luz por quatro jogos, determinada pelo Conselho de Disciplina da Federação Portuguesa de Futebol.
TAD aceita efeito suspensivo da providência do Benfica contra interdição da Luz

Fonte oficial do Benfica disse à Lusa que a SAD 'encarnada' foi notificada da decisão do TAD, que suspende para já a interdição do recinto lisboeta.

Na base do castigo aplicado pelo CD está o alegado apoio prestado pelo Benfica a grupos de adeptos não legalizados e decorre de uma queixa apresentada pelo Sporting na época de 2016/17.

"Consideramos totalmente inaceitáveis e injustificáveis as razões invocadas para tal decisão e estamos convictos de que conseguiremos fazer valer as nossas razões no decurso deste processo", reagiu o Benfica em 12 de fevereiro, dia em que foi conhecida a decisão do CD.

O Benfica defendeu ainda que "existe uma mão negra" responsável pela decisão, que qualificou de "abuso" e "indecência".

"O único entendimento que é possível fazer a partir da intenção de quem pretendia fechar o Estádio da Luz é o de que existe uma mão negra por detrás deste plano. A Comissão de Instrutores da Liga teve o desplante – e a coragem – de propor a interdição por um mínimo de sete e um máximo de 21 jogos. O Conselho de Disciplina da FPF decidiu por quatro", lê-se em comunicado do Benfica.

A decisão, plasmada num acórdão que dá como provado o apoio do Benfica a claques não legalizadas na época 2016/17, é para o clube lisboeta "um abuso, uma indecência e, acima de tudo, uma machadada fatal na credibilidade de quem tem – ou deveria ter – a responsabilidade de garantir o bom funcionamento da justiça e da disciplina no futebol português".

A Comissão de Instrutores (CI) da Liga de clubes defendeu-se afirmando que propôs ao Conselho de Disciplina o arquivamento do processo, em 06 de fevereiro de 2018, mas o órgão disciplinar da FPF discordou e, em dezembro, “ordenou (...) à Comissão de Instrutores a dedução de acusação” contra o Benfica, o que foi cumprido.

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