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Crónica: Benfica espanta fantasmas em Barcelos sem convencer

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Um golo de Carlos Vinícius devolveu hoje ao Benfica a liderança da I Liga de futebol, assegurando o triunfo na visita ao terreno do Gil Vicente, por 1-0, no encontro de encerramento da 22.ª jornada.
Crónica: Benfica espanta fantasmas em Barcelos sem convencer

Num Estádio Cidade de Barcelos repleto, o avançado brasileiro ditou diferenças aos 15 minutos e assinalou o regresso dos ‘encarnados’ às vitórias quatro jogos depois, impedindo o pleno de triunfos gilista frente aos ‘grandes’.

O Benfica reassumiu o comando do campeonato, com 57 pontos, mais um que o FC Porto, enquanto o Gil Vicente somou o segundo desaire caseiro seguido e desceu ao 11.º posto, com os mesmos 26 pontos do Moreirense e do Vitória de Setúbal.

Quatro dias após a derrota com os ucranianos do Shakhtar Donetsk (2-1), da primeira mão dos 16 avos de final da Liga Europa, Bruno Lage remodelou o meio-campo com as entradas de Andreas Samaris e Julian Weigl, além dos regressos de Rafa e Vinícius.

Sem introduzir um ritmo intenso na manobra ofensiva, as ‘águias’ assumiram a batuta desde o início e ameaçaram logo ao oitavo minuto por Pizzi, que estaria na origem dos primeiros festejos lisboetas em cima do quarto de hora.

O médio cobrou um livre descaído para a direita, que a defesa minhota afastou e Adel Taarabt resgatou, servindo com conta, peso e medida o cabeceamento certeiro de Carlos Vinícius na área, para o 16.º remate certeiro do avançado brasileiro na prova.

Fiéis aos pergaminhos habituais e trocando Alex Pinto por Fernando Fonseca, os gilistas assinaram uma reação atrevida, com Baraye e Kraev a aquecerem as luvas de Odysseas, aos 24 minutos, seis minutos após o extremo senegalês ter falhado um golo cantado.

O crescimento do Gil Vicente entre a fase de construção e as zonas de criação abrandou até ao intervalo, concedendo erros defensivos que Vinícius voltou a rentabilizar aos 37 minutos, embora tenha sido apanhado em posição irregular pelo árbitro Luís Godinho.

O reatamento trouxe princípios idênticos e os anfitriões recuperaram a postura pressionante e rematadora pelos pés de Baraye, num tiro travado por Odysseas aos 51 minutos, enquanto o Benfica dependia da mobilidade pujante de Carlos Vinícius.

Com o resultado em aberto, Vítor Oliveira chamou o estreante Hugo Vieira para reforçar a presença atacante na última meia hora, mas abriu brechas que Taarabt ficou perto de aproveitar aos 67 minutos, quando ludibriou um oponente para estremecer a barra gilista.

Carregado de inspiração e técnica, o lance disfarçou as dificuldades dos pupilos de Bruno Lage para incomodar a baliza de Denis ao longo da segunda etapa e deu margem à crença dos minhotos, que prolongaram a incerteza no marcador até ao apito final.

Hugo Vieira rematou à figura de Odysseas aos 73 minutos, no ocaso de uma exibição destemida dos ‘galos’, penalizada pela ausência de discernimento e frieza responsáveis pelos triunfos surpreendentes sobre FC Porto (2-1) e Sporting (3-1) na primeira volta.

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