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Inglaterra: Mourinho considera um «desastre» decisão do TAS em relação ao Manchester City

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O treinador português José Mourinho, técnico do Tottenham, considerou hoje uma «desgraça» e um «desastre» a decisão do Tribunal Arbitral do Desporto (TAS) de reverter a exclusão por dois anos do Manchester City das provas europeias de futebol.
Inglaterra: Mourinho considera um «desastre» decisão do TAS em relação ao Manchester City

“Sei que para eles é fácil pagar esse dinheiro [10 milhões de euros]. Se és culpado têm que te afastar da competição. Não sou ninguém para saber se são culpados ou não. As minhas críticas vão para a decisão”, observou Mourinho.

Na segunda-feira o TAS anulou a exclusão por dois anos das competições europeias de futebol imposta pela UEFA ao Manchester City, por violação das regras do fair-play financeiro, considerando a prova insuficiente e devido à prescrição de alguns factos.

O campeão inglês nas duas últimas épocas foi condenado ao pagamento de uma multa no valor de 10 milhões de euros, motivada pela falta de cooperação com a investigação da UEFA, mas conseguiu reverter a decisão mais gravosa.

O Tottenham, oitavo classificado da liga inglesa, é indiretamente afetado pela decisão, por ficar com menos hipóteses na luta pelo acesso à Liga Europa, quando faltam três jornadas para o fim do campeonato, bem como o Wolverhampton, quinto, treinado pelo português Nuno Espírito Santo, na discussão pelo acesso à Liga dos Campeões.

“Se o Manchester City não é culpado e mesmo assim é multado nuns quantos milhões de euros é uma desgraça. Se não és culpado não te castigam, e se és, então têm que te suspender”, argumentou o técnico português.

José Mourinho acrescentou que se trata de uma situação pela qual outros clubes já passaram: “Penso que o melhor é abrir as portas e deixar que todos aproveitem. Fazê-lo e com liberdade”, argumentou.

A decisão do TAS também foi analisada pelo alemão Jürgen Klopp, treinador do recém-sagrado campeão Liverpool, mas com sentimentos dúbios, feliz pelo Manchester City e incomodado pela questão do fair-play financeiro.

“Fico contente que o City possa jogar no próximo ano a Liga dos Campeões, mas não creio que tenha sido um dia bom para o futebol”, disse o treinador alemão, explicando que se trata de uma falha na equidade entre clubes.

Para o alemão, a inexistência do fair-play financeiro desequilibrará o futebol a favor dos mais ricos: “Creio que levará, automaticamente, a uma superliga de uns dez clubes”, justificou.

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