Cova da Piedade exige pagamento da dívida para autorizar SAD a utilizar o estádio

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O Cova da Piedade vai exigir à SAD o pagamento integral da dívida relativa à utilização do seu estádio para utilizá-lo na Liga 3 de futebol, após decisão unânime da Assembleia Geral, terminada na madrugada de hoje.
Cova da Piedade exige pagamento da dívida para autorizar SAD a utilizar o estádio

Mais de 80 associados ouviram o presidente do clube do concelho de Almada confirmar que tem conhecimento da intenção da SAD de mudar-se para as instalações do Atlético da Malveira, no distrito de Lisboa, algo que, no entendimento dos piedenses, não deverá ser aprovado pela Federação Portuguesa de Futebol (FPF).

Nesse sentido, Paulo Veiga disse que, “provavelmente”, a SAD “terá mesmo de jogar na Cova da Piedade” e solicitou o apoio dos sócios presentes para exigir a cobrança total da dívida relativa à utilização do estádio Municipal José Martins Vieira, que, adiantou, ascende a mais de 120 mil euros, distribuídos pelas últimas duas temporadas.

Questionado sobre as garantias de que a SAD não falharia também a inscrição na Liga 3, Paulo Veiga apresentou um comunicado oficial da FPF, publicado na véspera, no site do organismo, que confirma a inscrição na Liga 3 e na Liga Revelação.

A Clube Desportivo Cova da Piedade – Futebol SAD falhou, em maio e junho, os prazos de inscrição na II Liga de futebol e na Liga Revelação (sub-23), respetivamente, o que levou as entidades organizadoras das competições a rejeitar os processos de inscrição.

Entretanto, o Conselho de Justiça da FPF revogou a decisão da Comissão de Licenciamento e aceitou a inscrição do clube na Liga Revelação, mas, sobre o processo relativo à inscrição da equipa sénior, apenas na terça-feira a SAD confirmou, em comunicado, que vai “recorrer aos meios legais” para obter o “reconhecimento da legalidade da sua inscrição”.

A SAD acusou também Paulo Veiga de, “até ao último minuto e à semelhança do ano anterior”, exigir “contrapartidas financeiras para si e para o clube”, que considerou “inadmissíveis”, para que o estádio pudesse ser utilizado pela equipa na II Liga.

Depois de apresentar os protocolos celebrados com a SAD para essas duas épocas, e de recordar os apenas cerca de 21 mil euros recebidos no último ano, refletidos no relatório de contas aprovado instantes antes, o presidente do clube negou todas as acusações.

Veiga mostrou a autorização de utilização do estádio por parte da SAD “sujeita a posterior celebração de protocolo” e disse mesmo que esse foi “o único documento que a SAD enviou para a Liga em tempo útil”, confirmando, também, que não foi entregue o protocolo de utilização do estádio que “comprometia a SAD a pagar o devido”.

No final, a Assembleia Geral aprovou, também por unanimidade, a realização de uma nova reunião de associados que tenha como ponto único a reavaliação da relação com a SAD, assim que o clube tiver mais informações sobre as intenções da entidade que detém os direitos desportivos do futebol profissional, sub-19 e sub-23 do clube.

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