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Clube chinês de futebol Chongqing FC deixa de existir devido a problemas financeiros

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O Chongqing FC, clube da primeira divisão chinesa de futebol por onde passou o treinador português Paulo Bento, vai deixar de existir devido a problemas financeiros, informou hoje a imprensa local, citando comunicado do clube.

Clube chinês de futebol Chongqing FC deixa de existir devido a problemas financeiros

O anúncio foi feito nas vésperas do início da temporada na China.

Desde o final de 2016 que o clube é propriedade do grupo tecnológico Dangdai Group, que, desde então, investiu mais de três mil milhões de yuans (420 milhões de euros) na equipa.

Mas, desde 2020, com o início da pandemia e as medidas de prevenção epidémica implementadas pelas autoridades chinesas, como a disputa das temporadas dentro de ‘bolhas’ sanitárias separadas do público, que o clube enfrenta uma situação financeira precária, que resultou no atraso no pagamento de salários aos jogadores.

“Após cuidadosa deliberação feita pelos acionistas do clube, decidimos, com muito pesar, retirar-nos da superliga e dissolver a equipa”, disse o clube, no comunicado. “Obrigado a todos os jogadores e funcionários pelo vosso empenho”, lê-se na mesma nota.

Um tribunal chinês foi informado no início deste mês que os jogadores do Chongqing passaram 16 meses sem serem pagos.

A agência noticiosa oficial Xinhua informou que o dono do clube também está com problemas financeiros e não pode pagar a dívida da equipa, que supera os 700 milhões de yuans (98 milhões de euros), embora alguns funcionários do clube estivessem dispostos a ceder parte dos seus salários.

Desde 1997 que o Chongqing FC representava a cidade de Chongqing, centro da China, na Superliga chinesa, a prova máxima do futebol no país asiático.

Paulo Bento treinou o clube em 2018, mas foi despedido ao fim de oito meses, após terminar o campeonato no 12.º lugar.

Os clubes de futebol chineses atravessam uma crise financeira que resultou já na falência do Jiangsu Suning, após ter-se sagrado campeão, em 2020, expondo a insustentabilidade dos gastos que nos últimos anos abalaram o mercado de transferências.

Poucas épocas depois de Alex Teixeira, Hulk, Carlos Tévez ou Ricardo Goular terem rumado à China, em contratações avaliadas em dezenas de milhões de euros e beneficiando de salários sem precedentes, vários clubes da liga chinesa estão agora falidos e com pagamentos em atraso.

O Evergrande, o grupo imobiliário que financiou o Guangzhou FC, o clube de maior sucesso do país, atravessa uma grave crise de liquidez.

O Qingdao FC anunciou também em abril que vai deixar de operar.

Jogadores de outros clubes, incluindo do Cangzhou Mighty Lions, reclamaram publicamente terem salários em atraso.

A falência do Chongqing segue o anúncio, feito no início deste mês, de que a China renunciou ao seu direito de sediar o campeonato asiático de 2023.

Os clubes chineses nunca foram sustentáveis, mas as grandes empresas do país, desde o ramo imobiliário à gestão portuária, suportaram durante muitos anos o orçamento das equipas, coincidindo com o desejo do governo chinês de converter o país numa potência futebolística.

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