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V. Guimarães: Pepa deseja equipa mais «consistente» em época a preparar em «contrarrelógio»

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O treinador do Vitória de Guimarães, Pepa, afirmou hoje que o principal objetivo da equipa é ser “mais consistente” face a 2021/22, apesar de se preparar a temporada 2022/23 em “contrarrelógio”.

V. Guimarães: Pepa deseja equipa mais «consistente» em época a preparar em «contrarrelógio»

Apurado para a segunda pré-eliminatória da Liga Conferência Europa, que começa a disputar em 21 de julho, após o sexto lugar do campeonato anterior, o clube minhoto precisa de resolver “situações um bocado inexplicáveis”, como as 20 jornadas consecutivas a sofrer golos no ano transato, para melhorar o patamar competitivo em que se encontra, disse o técnico.

“Em termos de intensidade e de atitude competitiva, temos de andar sempre no limite. No ano passado, andámos num ‘sobe e desce’, mas, mesmo assim, conseguimos o objetivo das competições europeias. Imagine-se se fôssemos muito mais consistentes. É isso que vamos tentar”, realçou, após um treino aberto ao público, que recebeu cerca de 500 espetadores na academia vitoriana.

Convencido de que o grupo de 33 atletas a seu cargo, “muito jovem”, precisa de “paciência”, de “tranquilidade” e de se “agarrar” àquilo que controla, Pepa reconheceu que o Vitória tem de “crescer de forma rápida”, a tempo da primeira mão da eliminatória com a Puskas Académia (Hungria), no Estádio D. Afonso Henriques, em Guimarães.

“Temos de dar tempo ao tempo, mas de ter a noção de que esta é uma luta em contrarrelógio. Não queremos queimar etapas, não queremos que hoje as coisas estejam no limiar da perfeição, porque isso não existe, mas é isso que procuramos. No dia 21, queremos entrar fortíssimos”, vincou.

Apesar de “nem toda a gente a conhecer”, essa equipa sediada em Felcsút, comunidade situada 50 quilómetros a oeste da capital Budapeste, foi, em 2021/22, terceira classificada na I Liga húngara, e tem vindo a “crescer muito”, com “qualidade”, avisou Pepa.

“O clube não é muito conhecido em termos internacionais, mas, na Hungria, está a crescer há muito tempo, revelando-se muito competitivo. Tem internacionais húngaros [como o defesa Zsolt Nagy]. Calhou-nos uma equipa forte e temos de entrar no dia 21 muito fortes. Temos de ter o melhor Vitória nesse dia”, sublinhou.

Ciente de que pode haver mais saídas do plantel até ao encerramento do mercado de transferências, em 31 de agosto, o ‘timoneiro’ vitoriano assegurou que o grupo precisa de mais reforços para “acrescentarem qualidade e experiência” e para “ajudarem os miúdos a crescer”.

A propósito das cinco contratações já garantidas, Pepa vincou que os elementos com mais “maturidade” estão a facilitar a adaptação dos “jogadores jovens provenientes das ligas secundárias” – Matheus Índio, ex-Trofense, e Jota Silva, ex-Casa Pia, ambos da II Liga em 2021/22 -, bem como a de Anderson, avançado “parado há mais de seis meses”, e a do lateral-esquerdo Ryoya Ogawa, emprestado pelos japoneses do FC Tokyo.

“Os jogadores japoneses são, por norma, muito disciplinados e trabalhadores. Está ainda com ‘jet lag’. O clube tem um tradutor para nos ajudar nas ideias e naquilo que queremos passar para o Ogawa, para o integrar o mais rapidamente possível”, esclareceu.

Sem contar no treino de hoje com Rochinha, Bruno Duarte e Gonçalo Nogueira, em gestão de esforço, Tomás Händel, lesionado, e Herculano, integrado na seleção portuguesa sub-18, o técnico revelou ainda que o grupo vai ser reduzido para o estágio de Melgaço, com início marcado para domingo, o que não quer dizer que os atletas dispensados não venham a ter espaço na formação principal.

“[Em 2021/22], o Maguinha acabou a época a titular, mas já tinha feito a pré-época connosco e descido à equipa B. Voltou muito mais preparado, mas não deixou de ser acompanhado e treinar connosco. Não me admira que alguns jogadores que comecem agora com a equipa B não possam daqui a dois ou três meses serem titulares na equipa principal”, disse.

Um dos reforços vitorianos para 2022/23, Matheus Índio, disse, após o treino, que se “está a soltar aos poucos, devagar”, num contexto “mais exigente” do que o da II Liga, com colegas “muito bons de bola”, e mostrou-se convencido de que o Vitória vai apresentar um “grupo muito forte” ao longo da época, a começar pelo primeiro jogo oficial.

“Há uma expetativa muito boa. Desde o primeiro dia de treino, estamos no caminho certo e a gente vai fazer tudo para que corra bem no dia 21 [frente à Puskas Académia]”, vincou o médio contratado ao Trofense, precisamente o adversário que se segue na pré-época vitoriana, em 06 de julho.

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