Crónica: Hungria lutadora trava a desinspirada campeã mundial França

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A Hungria empatou hoje 1-1 com a França, num encontro da segunda jornada do grupo F do Europeu-2020 de futebol em que travou a campeã mundial, algo desinspirada no ataque, graças a uma atuação organizada e solidária.
Crónica: Hungria lutadora trava a desinspirada campeã mundial França

Após o desaire da primeira ronda, frente a Portugal (3-0), a seleção magiar marcou pela primeira vez no Europeu por Attila Fiola, aos 45+2 minutos, permaneceu sempre dinâmica sobre o relvado, mesmo depois de sofrer o empate, por Antoine Griezmann, aos 66, e soma agora um ponto, chegando à última jornada ainda com hipóteses matemáticas de se apurar para os oitavos de final.

Depois de algumas ocasiões desperdiçadas na primeira parte, a França raramente ameaçou a baliza de Gulacsi no segundo tempo, passando a liderar o grupo F, com quatro pontos, apesar de poder ser ultrapassada por Portugal, que tem três e defronta a Alemanha, às 17:00 de hoje, na Allianz Arena, em Munique.

Com Négo no ‘onze’ inicial, em vez de Lovrencsics, titular frente a Portugal, a seleção treinada por Marco Rossi entrou mais ‘atrevida' no segundo desafio do grupo, com várias aproximações à área gaulesa, embora sem ocasiões de golo.

A França apareceu com Digne no lugar de Lucas Hernández e ainda demorou a ‘engrenar', mas depois da primeira ameaça para a baliza de Gulacsi, num remate de fora da área de Benzema, aos 14 minutos, acercou-se regularmente do último reduto húngaro, recuperando a bola em zonas adiantadas.

Depois de cabecear ao lado, após cruzamento de Digne, aos 17 minutos, Mbappé surgiu ainda mais em jogo, combinando a habilidade técnica e a força física para incomodar a defesa contrária e originando novos lances de perigo aos 31, numa assistência para a finalização de Benzema, que rasou o poste direito, e aos 33, num ‘tiro' cruzado, ao lado.

O golo francês parecia mais uma vez adiado no remate de Pogba às redes laterais, aos 37 anos, mas a seleção anfitriã ainda teve ‘combustível' para responder à supremacia francesa em contra-ataque e para se adiantar no marcador num desses lances, aos 45+2 minutos.

Attila Fiola isolou-se pela ala esquerda após tabela com Sallai, aproveitando alguma passividade de Pavard e de Varane, e atirou rasteiro, fora do alcance de Lloris, causando uma ‘explosão' de alegria na Puskas Arena, em Budapeste, preenchida por cerca de 67.000 espetadores.

A desvantagem obrigou a França a jogar perante um adversário ainda mais recuado na segunda parte, à espreita do contra-ataque através do ‘incansável’ Sallai, e as dificuldades para quebrar a muralha húngara foram quase sempre evidentes.

Incapaz de ameaçar a baliza de Gulacsi em lances de futebol apoiado ou em jogadas individuais, a seleção de Didier Deschamps empatou num lance em que Mbappé ganhou a ala direita com um pontapé longo de Lloris e, com a ‘ajuda' de Orbán, serviu Griezmann para um remate certeiro, em posição frontal à baliza, indefensável.

Nem a precisarem de só mais um golo para assegurarem o triunfo, os gauleses conseguiram ‘desmontar' a organização defensiva húngara, tendo apenas por uma vez ficado perto da reviravolta, num remate de Mbappé, o mais esclarecido dos ‘bleus', defendido por Gulacsi, aos 82 minutos.

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