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Francisco Neto: «Foi Portugal que poderia e deveria ter entrado melhor»

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Declarações de Francisco Neto após o jogo Portugal-Alemanha (1-3), do Grupo H da fase de qualificação europeia para o Mundial de futebol feminino de 2023, disputado hoje no Estádio de São Luís, em Faro.

Francisco Neto: «Foi Portugal que poderia e deveria ter entrado melhor»

Foi Portugal que poderia e deveria ter entrado melhor. Entrámos com respeito a mais, se calhar com um bocadinho de medo. E aí, sem dúvida nenhuma, posso ter sido eu, e acredito que tenha sido eu, que não consegui desbloquear isso às jogadoras. Como líder, nessas coisas é tranquilo. É a nossa ambição e muitas vezes não o conseguimos fazer.

Depois corrigimos taticamente. Passámos para o losango e as jogadoras sentiram-se novamente confortáveis. Começámos a pressionar mais alto, com duas avançadas a pressionar as duas centrais da Alemanha para impedir a circulação por trás, que nos criou muito desgaste. Com o losango, ajustámos os ‘timings’ de pressão e começámos, lentamente, a empurrar a Alemanha para trás, criando as nossas oportunidades, fazendo o nosso, intranquilizando a Alemanha e crescendo no jogo à medida que nos fomos sentindo mais confortáveis, acima de tudo na organização ofensiva.

Sabíamos que, com a Francisca [Nazareth] fresca, ela podia dar mais ligação no meio, que entrelinhas iria ter bola. A ideia foi dar mais de velocidade ao lado esquerdo, com a passagem da Ana [Borges] para lateral, e a equipa procurar a Francisca, para ligar o jogo entrelinhas e solicitar a profundidade das duas avançadas. Acho que conseguimos ter mais bola e crescer.

A equipa estava a ter bola, estava a conseguir e acho que todas as que entraram foram dando critérios diferentes, dentro do que cada um faz. Todas foram úteis, todas as que entraram acrescentaram qualquer coisa ao jogo, o que me deixa orgulhoso e feliz.

Disse-lhes que estava muito contente com os 55 minutos que conseguimos fazer e que estava triste com os primeiros 35, que os assumia e que internamente iríamos discutir para as fazer crescer. Mas sinto que, neste momento, estamos mais próximos das equipas de ‘top’. Não estamos ao nível delas, temos de continuar a trabalhar.

O discurso foi sempre o mesmo: em setembro de 2022, dependendo de nós para estarmos no apuramento direto ou no ‘play-off’. Sempre foi esse discurso e iremos mantê-lo. Não tenho dúvidas de que, com este compromisso, com esta qualidade de jogo, principalmente na segunda parte, estamos mais próximos de o conseguir.

Faltam quatro finais. Agora é descansar, recuperar preparar o que aí vem na Algarve Cup [em fevereiro de 2022] e finalizar a época com a força toda”.

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