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Angola: FAF responsabiliza gestores por degradação das infraestruturas desportivas angolanas

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O vice-presidente da Federação Angolana de Futebol, José Carlos Miguel, disse hoje que o estado de degradação das infraestruturas desportivas em Angola, notado hoje pelo Presidente angolano, João Lourenço, é resultado da incompetência dos gestores.

Angola: FAF responsabiliza gestores por degradação das infraestruturas desportivas angolanas

Em declarações à Lusa, o dirigente disse não ter dúvida de que o quadro atual fragiliza o desporto angolano e o país.

“É uma verdade inquestionável. Em rigor, as nossas infraestruturas desportivas estão voltadas ao abandono, em consequência de uma verdadeira e incompetente má gestão e que deixa o país numa situação verdadeiramente má”, assumiu.

O vice-presidente da FAF defendeu ainda a necessidade de se mudar os critérios de gestão, que, na sua visão, passam por dar a responsabilidade a quem esteja vocacionado para o efeito, por via de concurso público.

“É preciso entregar a gestão a quem esteja verdadeiramente vocacionado para o efeito, pois não é o Estado quem tem esta vocação. Basta olharmos para o estádio 11 de Novembro, como é que está o estádio do Tafe, da Tundavala, de Ombaka, como está o estádio dos Coqueiros, como estão os pavilhões multiusos espalhados pelo país? Temos que parar imediatamente, de maneira urgente, refletir, fazer concurso público para quem, realmente, está vocacionado para gerir infraestruturas desportivas”, disse.

Assim sendo, José Carlos Miguel defendeu, igualmente, a responsabilização aos gestores que incorrerem em má gestão do património público angolano.

O Presidente da República de Angola, João Lourenço, manifestou-se hoje triste pelo estado avançado de degradação das principais infraestruturas desportivas angolanas, com realce para os estádios de futebol.

O chefe de Estado angolano, que reagiu, em Luanda, por ocasião da tomada de posse dos membros do Conselho Económico e Social, solicitou ajuda para que se encontrem soluções.

“Não deve ser o Estado a gerir as infraestruturas, no entanto, espero que nos ajudem a encontrar as melhores soluções para invertermos o quadro. Precisamos de ideias para ver se saímos da situação em que nos encontramos hoje”, disse.

João Lourenço lembrou que, apesar do mau estado de conservação de grande parte das infraestruturas desportivas, os atletas angolanos têm conquistado várias medalhas e taças, em distintas modalidades, em competições internacionais, por se entregarem de “corpo e alma”.

O Presidente angolano admitiu, ainda, que do ponto de vista de condições de treino em Angola, o desporto angolano não está bem.

Os estádios 11 de Novembro, em Luanda, Tundavala, na província angolana de Huila, o do Chiazi, na província angolana de Cabinda e o estádio de Ombaka, em Benguela, construídos de raiz em 2010, por ocasião da disputa da Taça das Nações Africanas (CAN) de 2010, são os que mais preocupam João Lourenço, devido ao seu estado de degradação.

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