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Jovem açoriano que passou pela formação do Sporting destaca-se na Académica

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Aos 17 anos de idade, Miguel Ventura tem dado nas vistas ao serviço da equipa de Juniores da Académica. Não escondendo as dificuldades que sentiu na efémera passagem pela formação do Sporting, o jogador natural da ilha de São Miguel revela que, desde pequeno, sempre esteve ligado ao desporto, derivado à influência e incentivo dos pais, ambos ex-atletas profissionais.
Jovem açoriano que passou pela formação do Sporting destaca-se na Académica

O extremo micaelense garante que a adaptação aos «estudantes» foi fácil, tendo disputado muitos jogos na época de estreia e beneficiado do facto de se tratar de um «clube muito acolhedor».

A cumprir a segunda temporada consecutiva na Académica, Miguel mostra-se satisfeito com o seu percurso nos «estudantes», admitindo que a titularidade lhe transmite confiança.

«A nível individual, o meu objetivo é sempre disputar o máximo de minutos possíveis. (...) A titularidade reflete o trabalho que tenho vindo a realizar até aqui e demonstra que o clube tem confiança em mim.»

Habituado a pisar zonas avançadas no terreno, a jovem promessa açoriana viu-se obrigada a recuar para lateral esquerdo, devido à lesão de um companheiro de equipa. Questionado sobre qual a posição em que prefere atuar, Miguel foi perentório: «Gosto de jogar em ambas, mas sinceramente acho que o meu futuro será a lateral.»

Estrear-se como profissional na Académica «seria algo muito bonito» para o jovem que tem o sonho de um dia representar aquele que considera ser «um clube muito grande em Portugal» e que atualmente ocupa o 11.º lugar da II Liga portuguesa.

O período difícil no Sporting

Se na Académica foi chegar, ver e vencer, no Sporting foi precisamente o contrário. A época 2016/2017, onde esteve ao serviço da equipa de iniciados dos «leões», ficou marcada por diversas dificuldades.

«Fui para o Sporting muito novo. No início as coisas não correram muito bem. Cheguei a pensar muitas vezes em ir-me embora. Tive uma adaptação muito complicada e aprendi a lidar com situações que nos Açores não tinha experienciado», relembrou.

Rodeado de grandes jogadores, houve um que despertou a atenção de Miguel Ventura: Joelson Fernandes, jovem de apenas 16 anos, que tem dado cartas na equipa de sub-23 do emblema de Alvalade esta temporada e já é chamado aos trabalhos da equipa principal.

«O Joelson é um jogador espetacular. Apesar de ser muito novo, já na altura notava-se que tinha muita qualidade. Nos treinos trazia muita competitividade, porque jogava na minha posição. Sempre gostei de treinar com ele», assumiu.

Em declarações ao Futebol 365, o ex-ACF Pauleta e GD São Roque admite que as dificuldades que encontrou na Academia de Alcochete fizeram com que evoluísse não só futebolisticamente como também a nível pessoal.

«Aquela época no Sporting fez-me crescer muito, não só como jogador, mas também como pessoa. Consegui evoluir em vários aspetos. Foi uma época decisiva para mim. Claro que gostaria de ter tido mais oportunidades, mas sempre dei tudo nos treinos. Não mudaria nada.»

No meio das dificuldades, o promissor lateral esquerdino revela como conseguiu superar as adversidades sentidas no clube «verde e branco».

«O essencial naquela altura foi, sem dúvida, o apoio dos meus pais, que sempre me ajudaram e fizeram com que nunca desistisse», revelou.

Os «genes» de campeões e os benefícios do atletismo

Não foi só nos relvados que Miguel Ventura se destacou ao longo da juventude, dedicada em grande parte ao desporto. O atletismo foi também, durante muito tempo, uma modalidade onde o jovem brilhou. O defesa da Académica explica o porquê da inclinação para esta vertente desportiva.

«Os meus pais praticaram atletismo, por isso incentivaram-me desde novo a experimentar também. Desde pequeno que me lembro de os ver a treinar. Guardo muitas recordações. (...) Eles sempre me apoiaram nos meus sonhos. Sempre me aconselharam a seguir o que queria e foram sempre um grande apoio.»

A mãe, Patrícia Rebelo, foi atleta do Sporting e campeã nacional de atletismo em vários escalões, tendo representado a seleção portuguesa na Taça da Europa de 2000 nos 4x100m. Filipe Ventura, pai do jogador, foi campeão nacional de lançamento do dardo e também representou as cores «leoninas» e da seleção.

O jovem, que em tenra idade chegou a ser o melhor classificado do país na prova MEGA SPRINTER, revelou que os pais «dizem muitas vezes que o desporto está nos genes» da família.

Conhecido pela grande velocidade com que percorre o flanco esquerdo em campo, Miguel não tem dúvidas em afirmar que o atletismo foi determinante para a evolução como futebolista, uma vez que ajudou a tornar-se num jogador mais rápido.

«No futebol sou caracterizado por ser um jogador rápido. Acho que isso se deve muito ao atletismo. A técnica que adquiri através desta modalidade ajudou-me a melhorar muito neste aspeto», explicou.

Desafiado a recordar a altura em que conciliava as duas modalidades, o açoriano assinala o momento em que teve de tomar uma decisão importante.

«Fiz esta conciliação até aos iniciados. Muitas vezes fazia dois treinos por dia. Cheguei a uma altura em que tive de optar, porque já não conseguia dar o máximo em ambas.»

Na altura de escolher, o grande conselho dos pais em seguir os seus sonhos acabou por assumir um papel determinante, sobrepondo-se à modalidade que tantas memórias o traz.

«Escolhi o futebol porque sempre foi o que me deu mais felicidade a fazer, onde fiz muitos amigos e me sentia melhor. Optei pelo futebol porque é o meu sonho», terminou.

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