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Crónica: Gabigol conduz '10' do Flamengo à Supertaça sul-americana

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O avançado Gabriel Barbosa foi quarta-feira determinante na primeira vitória do Flamengo, de Jorge Jesus, na Supertaça sul-americana de futebol, conseguida com um indiscutível triunfo por 3-0 sobre o Independiente Del Valle, no mítico Maracanã.
Crónica: Gabigol conduz '10' do Flamengo à Supertaça sul-americana

Num jogo em que quem vencesse arrecadava o troféu, após o 2-2 no Equador, o ex-avançado do Benfica marcou o primeiro golo, aos 19 minutos, e, após Willian Arão deixar os brasileiros reduzidos a 10, com um vermelho direto, aos 23, teve influência decisiva nos outros dois, apontados por Gerson, aos 62 e 89.

Gabigol, que tinha falhado a primeira mão por castigo, voltou, assim, a ser o ‘herói’ do ‘Fla’, ele que já havia ‘bisado’ na final da Taça Libertadores (2-1 ao River Plate) e marcado um golo na Supertaça brasileira (3-0 ao Athlético Paranaense).

Destaque também para Gerson, pelos dois golos, depois de ver um amarelo logo aos 15 minutos, e para o guarda-redes Diego Alves, que, aos 55, evitou, com a ponta da chuteira direita, que Faravelli, isolado, restabelecesse a igualdade.

Em termos coletivos, e mesmo ‘sem’ bola, o ‘Fla’ também foi muito melhor e somou mais um título na ‘era’ Jorge Jesus, o quinto, depois da Taça Libertadores e do campeonato brasileiro, em 2019, e, já este ano, da Supertaça brasileira e da Taça Guanabara.

Em relação ao encontro da primeira mão, Jesus trocou os lesionados Rodrigo Caio e Bruno Henrique por Léo Pereira e Gabriel Barbosa e, por opção, colocou Pedro em vez de Diego, enquanto, nos equatorianos, Preciado substituiu Fernando Guerrero.

Depois de início equilibrado, o Flamengo fez duas ameaças aos 18 minutos e marcou aos 19, após falhas da defesa contrária: Faravelli fez um ‘balão’ para trás, Segóvia, de cabeça, um chapéu ao seu guarda-redes, que, com a ponta dos dedos, desviou para a barra, mas ficou impotente para deter o remate de Gabigol.

Os brasileiros ficaram em vantagem na eliminatória, mas a situação complicou-se aos 21 minutos, com uma entrada muito dura de Willian Arão, que o árbitro considerou merecedora de vermelho direto, depois de consultar as imagens.

Com 10 unidades a partir dos 23 minutos, Jesus trocou, aos 27, um avançado (Pedro) por um médio (Thiago Maia), e o ‘Fla’ passou a ter, naturalmente, menos tempo a posse da bola, tornando-se menos ofensivo e mais compacto a defender.

O Independiente assumiu o comando e foi tentando, mas raramente conseguiu ameaçar, destacando-se apenas um remate de Pellerano que Diego Alves deteve com dificuldades (42 minutos), enquanto, do outro lado, Gabigol, sozinho, fez ‘tremer’ Pinos (34).

Após o intervalo, e perante um Flamengo na expectativa, os equatorianos continuaram a ‘mandar’ e, mesmo desconexos, quase empataram aos 55 minutos, com Preciado a isolar Faravelli e este, incrédulo, a permitir a defesa a Diego Alves, com o pé direito.

Os equatorianos perdoaram e, sete minutos depois, o conjunto de Jorge Jesus ‘matou’ o jogo, com Gabigol a fugir pela direita e a centrar para a área, onde Preciado cortou, mas para Gerson, que dominou mal, mas ainda a tempo de rematar bem e bater Pinos.

Com o segundo golo sofrido, o Independiente ‘desistiu’ e acabou também por acabar com 10 unidades, por expulsão de Cabeza, já aos 86 minutos.

No ‘10 contra 10’ final, o Flamengo também foi superior e chegou ao terceiro golo, aos 89 minutos, com Gabriel Barbosa a isolar Vitinho, que perdeu tempo e espaço e acabou por passar a bola a Gerson, para este fechar o resultado com ‘toda a classe do mundo’.

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