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José Gomes: «Hoje faltou uma coisa na minha equipa: a agressividade»

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Declarações de José Gomes, treinador do Marítimo, após jogo frente ao Moreirense, da 24.ª jornada da I Liga portuguesa de futebol, disputado no Estádio Comendador Joaquim de Almeida Freitas, em Moreira de Cónegos.
José Gomes: «Hoje faltou uma coisa na minha equipa: a agressividade»

"Ainda vamos ter de ir à procura de todos os detalhes [para explicar a derrota]. O jogo começou tal e qual como esperávamos, com a coesão defensiva que caracteriza o Moreirense, com linhas juntas, a não dar espaço. Havia que procurar pacientemente desequilibrar a organização defensiva do Moreirense, tendo de circular a bola para a fazer chegar às ‘costas' dos médios do Moreirense.

O Marítimo circulou mais a bola, mas de forma lenta e previsível, diga-se, e o Moreirense não se desequilibrou. Não houve relação entre posse de bola e oportunidades de golo. Os dados indiciam equilíbrio no jogo, à exceção dos cantos, que o Moreirense teve mais.

Hoje faltou uma coisa na minha equipa: a agressividade, um espírito competitivo forte. Faltou alma, ‘chama', alegria de jogar, dinâmica. Hoje não tivemos isso. O único responsável sou eu. Sei que os meus jogadores têm capacidade para mais. O que aconteceu hoje merece uma reflexão profunda. O jogo era fundamental, atendendo à nossa posição na tabela classificativa (15.º lugar). O Marítimo é um clube muito grande, com potencial enorme e muitos adeptos. O histórico do Marítimo obriga a que quem o representa dê sempre o máximo. Temos de caminhar nesse sentido.

(Falta um goleador ao Marítimo?) O Rodrigo Pinho tem um registo de minutos e de golos marcados que mostra que ele faz golos (marcou cinco em 941 minutos para a I Liga). O Joel, na primeira vez que jogou no Marítimo, tem um registo de nove golos em meia época. Mas o plantel é este. As soluções têm de ser encontradas pela dinâmica da equipa.

(O que pode ainda o Marítimo conseguir no campeonato?) 10 jornadas são muitos jogos. São 30 pontos em disputa. Se olharmos para cada jogo como se fosse a única oportunidade de fazer mais e melhor e conseguir os pontos que precisamos, as coisas estariam de outra maneira. Mas eu acredito que os jogadores vão dar uma resposta já no próximo jogo [receção ao Vitória de Setúbal, no sábado]. Há uma discrepância muito grande entre a entrega, a qualidade e o rendimento que os jogadores mostram nos treinos e o que acontece nos jogos".

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