Crónica: Pontaria de Schick leva República Checa ao triunfo sobre a Escócia

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Dois golos de Patrik Schick, o segundo marcado a partir da linha do meio-campo, permitiram hoje à República Checa vencer a Escócia por 2-0 e assumir a liderança do grupo D do Europeu-2020 de futebol.
Crónica: Pontaria de Schick leva República Checa ao triunfo sobre a Escócia

Numa partida que ganhou emoção a partir dos 30 minutos, com ocasiões de golo para os dois lados, o avançado, de 25 anos, assumiu o papel principal, ao desfazer o nulo', de cabeça, aos 42 minutos, e ao dilatar o resultado, aos 52, num remate a mais de 45 metros da baliza, em que a bola descreveu uma curva ‘vistosa' e inalcançável para o guarda-redes Marshall.

Além de ter igualado o belga Lukaku no topo da lista dos marcadores do torneio, Schick foi decisivo para a seleção checa ascender à liderança do grupo, em igualdade pontual com a Inglaterra (venceu a Croácia por 1-0), e ‘estragar' o regresso do conjunto britânico às fases finais de Europeus, 25 anos depois da última participação.

Com 12.000 espetadores em Hampden Park, a sua ‘casa', a Escócia apresentou-se num sistema tático 3x5x2, com Robertson, o elemento mais cotado da equipa, a ter liberdade para cobrir toda a ala esquerda, e exibiu desde cedo um ímpeto para tentar anular a saída de bola checa junto à área contrária.

Esse esforço foi, porém, incapaz de se traduzir em ‘calafrios' para a baliza de Vaclik no primeiro quarto de hora, tendo a primeira oportunidade do desafio pertencido à República Checa: Jankto chegou à linha final pela esquerda e atrasou para o remate de primeira de Schick, travado por Marshall, aos 16 minutos.

Os anfitriões responderam de pronto, num remate de Dykes ao lado (18 minutos), tentando contrariar o estilo mais paciente de um adversário disposto num sistema 4x2x3x1, com Masopust, Darida e Jankto no apoio a Schick, no eixo do ataque.

Após uma fase de alternância entre bolas longas de um lado e de outro e de alguma circulação de bola, a seleção treinada por Steve Clarke reencontrou a energia dos instantes iniciais e ameaçou o tento inaugural ao minuto 31, num remate de Robertson, defendido por Vaclik.

O conjunto checo soube, porém, acalmar o ‘embalo’ escocês, reaproximou-se da baliza contrária e desfez mesmo o ‘nulo' quando Patrick Schick se elevou acima de Hanley e de Cooper, em resposta a cruzamento de Coufal, e colocou a bola junto ao poste direito, de cabeça, sem hipóteses para Marshall.

A crescente ‘atração' pelas balizas no final do primeiro tempo intensificou-se nos 15 primeiros minutos da segunda parte, com os sucessivos lances de perigo em cada uma as balizas a serem coroados pelo remate memorável de Schick.

Após dois remates travados por Marshall nos dois primeiros minutos da segunda metade, a Escócia acertou na trave, por Hendry, aos 48, e viu Vaclik negar o autogolo de Kalas, aos 49, antes dessa reação se desmoronar graças ao tento improvável do avançado do Bayer Leverkusen.

Abalados pelo golo sofrido, os britânicos quase sofreram o terceiro, num remate em arco de Darida, centímetros acima da trave, aos 55 minutos, mas recuperaram a ‘compostura’, lançaram-se de novo para o ataque e quase marcaram por Armstrong, aos 61, e por Dykes, aos 66, num remate ao qual o guardião checo se opôs com uma defesa com a perna.

Com as substituições de um lado e de outro, a República Checa mostrou-se cada vez mais capaz de conter o ataque escocês, segurando o primeiro triunfo em Europeus desde 2012, frente a um adversário com mais ‘crença' do que engenho para inverter o resultado.

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