loading

Mundial-2022: Tomás Ribeiro dilui carga da ronda prévia aos ‘oitavos’

O peso emocional com que Portugal transita da primeira fase para os oitavos de final do Mundial no Qatar será incapaz de afetar o jogo com a Suíça, na terça-feira, afiança o futebolista luso Tomás Ribeiro, dos helvéticos do Grasshoppers.

Mundial-2022: Tomás Ribeiro dilui carga da ronda prévia aos ‘oitavos’

“É verdade que Portugal fez muitas mexidas [na derrota por 2-1 diante da Coreia do Sul], mas isso não tira o mérito à equipa chefiada pelo ‘mister’ Paulo Bento, a quem temos de dar os parabéns e, de certa maneira, ficarmos contentes, porque será mais um português presente na fase a eliminar. Creio que temos um grupo demasiado focado, experiente e forte para se deixar mover por uma partida na qual já estávamos apurados”, observou à agência Lusa o defesa, a fazer a segunda época pelo sétimo colocado da Liga helvética.

Depois de ter assegurado antecipadamente o acesso à fase a eliminar com êxitos sobre Gana (3-2) e Uruguai (2-0), Portugal perdeu na sexta-feira diante da Coreia do Sul, cuja reviravolta protagonizada em tempo de compensação permitiu aos asiáticos qualificarem-se para os ‘oitavos’ no segundo posto do Grupo H, com quatro pontos, a dois dos lusos.

Quanto à Suíça, que já tinha batido os Camarões (1-0) e perdido face ao pentacampeão Brasil (0-1) nas rondas anteriores, também precisou de ‘virar’ de 1-2 para 3-2, depois de ter inaugurado o marcador, para derrotar a Sérvia e manter a vice-liderança da ‘poule’ G, com os mesmos seis pontos da ‘canarinha’, mas pior diferença de golos (3-1 contra 4-3).

“Claro que a Suíça terá um acréscimo de moral pela positiva por ter passado desta forma contra uma equipa muito boa da Sérvia. Agora, não diria isso de todo para Portugal, que perdeu um jogo quando já estava apurado. Aquilo que a Suíça alcançou tem de servir de alerta para Portugal, mas também de gasolina e motivação para o próximo jogo”, apelou.

O contexto prévio ao duelo com a Coreia do Sul levou o selecionador Fernando Santos a ‘poupar’ a tempo inteiro Rúben Dias, Bruno Fernandes, Raphaël Guerreiro ou João Félix, mantendo entre os titulares Diogo Costa, João Cancelo, Pepe, Rúben Neves e o ‘capitão’ Cristiano Ronaldo, com William Carvalho e Bernardo Silva a serem suplentes utilizados.

“Diogo Dalot e Vitinha candidatos a entrarem no ‘onze’ inicial? São jovens com qualidade imensa e mais do que reconhecida, mas o problema é que quem habitualmente joga nos seus lugares tem mostrado grande nível. Essa resposta só o selecionador pode dar. Pela qualidade que mostraram, serão uma opção mais do que válida”, admitiu Tomás Ribeiro.

Atendendo “às opções e à tanta qualidade presente em todos os setores”, que redundam no “plantel mais equilibrado e que mais boas dores de cabeça pode dar a um técnico”, o defesa pretende ver os lusos a “darem tudo por tudo” nas eliminatórias do Mundial2022.

“Portugal tem de exibir uma equipa muito focada, com caudal ofensivo e mais confiança nas transições defensivas, à procura de querer mandar e mostrar quem realmente é. Só assim é que os jogadores se vão sentir confortáveis. Como representam clubes ao mais alto nível, estão mais do que habituados à pressão e a praticar bom futebol”, considerou.

Instado a interpretar os erros defensivos cometidos pela equipa das ‘quinas’ ao longo da primeira fase, Tomás Ribeiro, de 23 anos, depositou “confiança a 100% nos jogadores”.

“São coisas que acontecem e as coisas são mais visíveis para todos quando os defesas erram. Não me preocupa, porque quem lá está são os melhores. Acredito que são coisas que se poderão ter passado, mas que não vão voltar a acontecer. Como não há volta a dar a partir daqui na prova, eles precisam de ter a confiança no máximo e manter o foco, porque a Suíça é uma equipa que está à espreita de tudo”, acautelou o central, com dois golos em 13 partidas em 2022/23 pelo Grasshoppers, ao qual chegou oriundo do BSAD.

Portugal, que venceu o Grupo H, defronta a Suíça, vice-líder da ‘poule’ G, na terça-feira, às 22:00 locais (19:00 em Lisboa), em Lusail, no Qatar, no derradeiro duelo dos ‘oitavos’ da principal competição de seleções, cuja 22.ª edição se estenderá até 18 de dezembro.

“Se houver essa enorme felicidade de ganharmos o Mundial, não será por surpresa nem por acaso. Há algum trabalho feito ao longo dos anos e só será surpresa para quem não está atento. O favoritismo demonstra-se dentro de campo, mas acho que podemos fazer uma graça e chegar muito longe e somos um dos maiores candidatos à vitória”, desejou.

Confira aqui tudo sobre a competição.

Siga-nos no Facebook, no Twitter, no Instagram e no Youtube.

Relacionadas

Para si

Na Primeira Página

Últimas Notícias

Notícias Mais vistas

Sondagem

Roger Schmidt tem condições para continuar no Benfica?