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Armando Evangelista: «É óbvio que nos sentimos injustiçados»

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Declarações de Armando Evangelista, treinador do Arouca, após a derrota frente ao Sporting (1-2), em jogo da meia-final da Taça da Liga, disputado hoje no Estádio Municipal Dr. Magalhães Pessoa, em Leiria.

Armando Evangelista: «É óbvio que nos sentimos injustiçados»

“É óbvio que nos sentimos injustiçados. Não sei qual é o protocolo, mas parece muito esquisito. Num lance em que há falta sobre o João Basso dá lei da vantagem, acabamos por fazer golo. No meio disto, um golo anulado, numa falta a nosso favor consegue-se marcar uma falta a favor do Sporting. Dou o benefício da dúvida, a justificação que deram é que é o protocolo.

Se fosse ao contrário, o protocolo seria outro. Não acredito que invalidassem um golo destes a um Sporting, FC Porto e Benfica e que o justificassem com protocolo.

Os meus jogadores viram-se injustiçados. Durante o intervalo não foi fácil voltar a colocar os jogadores em termos emocionais estáveis.

Entrámos na segunda parte muito bem, fizemos golo do empate e depois, mais uma vez, tenho muitas dúvidas no segundo golo do Sporting, porque acho que é fora de jogo.

É óbvio que a meia-final não se resume a casos de arbitragem, ficou bem patente o porquê de o Arouca estar nesta meia-final. Pelo menos, a nossa equipa dignificou e procurou dignificar a Taça da Liga. Não era o Arouca que queriam na meia—final, mas o Arouca é um clube sério, com jogadores muito sérios, e que é capaz de dignificar esta prova.

Aquilo que fizemos, fomos merecedores de estar aqui hoje. Os jogadores do Arouca tiveram uma personalidade que dignifica o futebol.

Mas esta meia-final também foi qualidade. E parabéns ao Sporting, teve mais caudal ofensivo, mais oportunidades, mais bola, mas com a nossa percentagem de vencer este jogo, sendo elas poucas, fizemos muito. Daí estar orgulhoso.

É um misto de orgulho por poder cá chegar e depois de 90 minutos jogados da forma que foram, há um sentimento de dor. Quando pegamos em todas as peças, acho que também poderia ser o Arouca a chegar à final. Este jogo não precisava de casos. Sem os casos, poderia ser o Sporting a passar e muito bem, tem potencial e qualidade para isso, mas a verdade é que também poderia ser o Arouca.

Em relação aos 101 jogos, é um orgulho, quando vivemos numa época em que o treinador entra e sai com muita facilidade, há pouca paciência, falam-se em projetos, mas não existem. Orgulhoso não pelos 101 jogos, mas pela continuidade. Temos tido uma região e uma vila que tem apoiado e acreditado. Uma direção que acredita no que estamos a fazer. Jogadores que cegamente seguem aquilo que pretendemos. Por isso acaba por ser um orgulho e espero que seja também um exemplo.

Ao fim de três, temos algo palpável, uma subida de divisão, uma manutenção no primeiro ano com muitas dificuldades. Este ano estamos a procurar consolidar o estatuto de I Liga, faltando ainda muito para jogar, mas penso que estamos a ir num bom caminho. É um sentimento de orgulho por esta caminhada.

Nunca faltou respeito ao Arouca, por parte dos adversários. A visibilidade do Arouca, com esta participação, tornou-se mais mediática e aqui há um mês acredito que não conhecessem 50% do plantel do Arouca. Hoje 99% do plantel já conhecem".

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