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Paulo Henrique não esconde o «orgulho» de ter representado a seleção de São Miguel frente às Bermudas

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O defesa açoriano Paulo Henrique foi titular no encontro de caráter particular em que a seleção da ilha de São Miguel saiu derrotada, por 2-1, frente às Bermudas, realizado no dia 25 de maio na cidade de Hamilton.
Paulo Henrique não esconde o «orgulho» de ter representado a seleção de São Miguel frente às Bermudas

O jogo surgiu graças a um acordo entre a Federação de Futebol da Bermuda e a Associação de Futebol de Ponta Delgada (AFPD), possibilitando que o jovem micaelense tivesse o privilégio de representar as cores da ilha onde nasceu e o viu crescer para o futebol.

Paulo Henrique revela que esta experiência única o fez recordar dos tempos em que, nos escalões de formação, era chamado para representar a seleção da ilha de São Miguel.

«Quando me perguntaram se queria representar a seleção, aceitei de imediato. Foi o relembrar de tempos de convivência com amigos, da altura em que éramos jovens e representávamos a Associação de Futebol de Ponta Delgada (AFPD). É a nossa terra, a nossa gente e é sem dúvida um orgulho representar os Açores», afirmou, em declarações exclusivas ao Futebol 365.

A partida esteve inserida no âmbito das comemorações dos 170 anos da chegada dos portugueses às Bermudas, o que possibilitou à grande comunidade açoriana residente naquele território conviver de perto com os melhores jogadores da sua terra. Na bancada, dos cerca de 1100 adeptos, à volta de 800 estavam a apoiar a turma micaelense.

«Fomos muito bem apoiados quando chegamos. Estivemos em algumas casas a conviver com os emigrantes. Estavam todos alegres por terem a oportunidade de partilharem alguns momentos com os jogadores da ilha onde muitos nasceram. Receberam-nos de uma forma muito calorosa», revelou Paulo Henrique.

A vitória acabou por sorrir ao conjunto bermudense, que recebeu das mãos do presidente da AFPD, Robert da Câmara, a Taça Pauleta, 5a edição do troféu que homenageia o antigo internacional português Pedro Pauleta.

O jovem de 22 anos, que nos últimos quatro anos esteve ligado ao Paços de Ferreira, considera ser muito importante que Pauleta receba das pessoas da sua terra o reconhecimento merecido.

«O Pauleta é uma referência nossa, açoriana. Não só nos Açores, mas a nível nacional. É o segundo melhor marcador da seleção portuguesa. Nunca nos podemos esquecer das pessoas que levaram o nome dos Açores além fronteiras», sublinha.

Da I Liga ao Campeonato da ilha de São Miguel

A equipa formada pelo técnico Cláudio Abreu, contou, na convocatória, com atletas provenientes dos mais diversos patamares do futebol português, desde jogadores que atuam na I e na II Ligas, a outros que jogam no Campeonato de Portugal. Nota especial para o facto de alguns deles disputarem provas de âmbito regional, como por exemplo Emanuel Costa e Ricardo Varão, que jogam no Campeonato de Futebol dos Açores. Luís Soares, experiente defesa de 42 anos que foi titular na partida, disputou na última época o Campeonato São Miguel, ao serviço do GD São Roque. O médio Manuel Câmara, que entrou na segunda parte, representa a Universidade de Vermont, nos Estados Unidos da América.

Derrota que deve servir de reflexão

Apesar do conjunto micaelense ter dominado grande parte da partida, a derrota acaba por abrir espaço ao debate que muitas vezes coloca em causa o rendimento do jogador açoriano, entendido na maioria das vezes como consequência do baixo nível competitivo da região e dos problemas na formação.

O defesa relembra os maus desempenhos das equipas açorianas nos campeonatos nacionais de Iniciados, Juvenis e Juniores, considerando que o aproveitamento das qualidades dos jogadores açorianos é da competência das «entidades organizativas».

Para Paulo Henrique, que já jogou na I Liga ao serviço do Paços de Ferreira, os jovens dos Açores «não podem ter medo de arriscar».

«É preciso ter um pouco de sorte. Devíamos aproveitar melhor aquilo que é a qualidade do jogador açoriano, mas isso já é para as entidades organizativas. Penso que deveríamos colocar o futebol açoriano mais competitivo com o continente e com a Madeira. A nível mental os jovens têm de ser mais fortes e não podem ter medo de arriscar», sentenciou.

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