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Técnico Vasco Évora segue pisadas dos compatriotas ao leme do Sepahan

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O treinador de guarda-redes Vasco Évora assinou pelo Sepahan, coadjuvado pelo português Miguel Teixeira, e estreia-se hoje na receção ao Gol Gohar, num jogo da 22.ª jornada, que assinala a retoma da Liga iraniana de futebol.
Técnico Vasco Évora segue pisadas dos compatriotas ao leme do Sepahan

“O campeonato ia regressar e o clube precisava de um treinador para esta função. Foi tudo muito rápido e nem há uma semana estou aqui, depois de ter recusado dois convites da China. Já estava a fechar muitas portas e surgiu-me este desafio através de um amigo, percebendo que seria uma mais-valia para o clube”, contou à agência Lusa o técnico.

Vasco Évora, de 41 anos, assinou por um ano com a formação de Isfahan, segunda colocada do campeonato, com os mesmos 37 pontos do Trator Sazi, a 10 do líder e recordista de troféus Persepolis, substituindo o compatriota Rui Tavares, que fechou em 08 de junho um percurso de seis anos no Irão devido a razões pessoais.

“Faltam nove jogos e dificilmente chegaremos ao título. Há seis equipas a lutar pelas quatro vagas da Liga dos Campeões da próxima época e está tudo em aberto”, observou, sobre uma prova em que o Sepahan soma três pontos em dois encontros no grupo D, um abaixo dos cataris do Al-Sadd e dos sauditas do Al Nassr, orientados por Rui Vitória.

As duas competições foram suspensas em março devido à pandemia de covid-19, que regista 222.669 infetados e 10.508 mortes na segunda nação mais populosa do Médio Oriente, com quase 84 milhões de pessoas, onde “o povo culturalmente facilita um bocado, cada um é responsável por si e não há limitações nem confinamentos”.

“Se tivesse estado aqui antes e não ouvisse notícias nem sabia que tinha existido o coronavírus. Não sabemos se esta doença vai durar mais um mês ou um ano, mas é uma realidade que está em todo o mundo e temos de enfrentá-la sem nos escondermos. Viver com o medo é dez vezes pior que enfrentá-lo com os devidos cuidados”, defendeu.

Além do “apoio fantástico” do portuense Miguel Teixeira, no continente asiático desde 2016 e a cumprir a segunda temporada pelo Sepahan, Vasco Évora aconselhou-se com Oceano Cruz, que coadjuvou Carlos Queiroz na seleção iraniana, entre 2014 e 2018, e o “tranquilizou um pouco” quanto à adaptação a “um dos povos com mais paixão pela bola”.

“Não sou treinador principal e já sinto o apoio dos adeptos pela maneira como se relacionam quando me vêm na rua. O futebol aqui segue as normas de outros países, com estádios vazios até ao fim da época, gel desinfetante por todo o lado, máscaras obrigatórias e testes semanais. Até treinamos à noite por causa do calor”, enquadrou.

Natural da Figueira da Foz, o treinador passou a primeira metade do ano em Monte Real, vila do concelho de Leiria, direcionando o confinamento para o convívio com o filho e a esposa, “que sentem muito a distância”, enquanto aguardava a resolução do litígio com o Shanghai Shenxin, último classificado da II Liga chinesa, que foi dissolvido em fevereiro.

“Tinha contrato até dezembro de 2019 e saí um pouco antes. Esse clube e o Tianjin Tanhai tiveram problemas financeiros, o que é uma coisa rara na China, faliram e fecharam portas. Acabei por ganhar a ação junto da FIFA, mas estive algum tempo à espera das burocracias e por isso é que não pude estar a trabalhar”, partilhou.

A cumprir a terceira experiência além-fronteiras, Vasco Évora começou por integrar as equipas técnicas de União de Leiria, Sporting B, Belenenses ou Arouca e trabalhou dois anos com Paulo Duarte na seleção do Burkina Faso, prolongando nos bancos uma passagem modesta nos relvados como guarda-redes.

“O português já é conhecido um pouco por todo o mundo. Tem qualidade naquilo que faz e é sempre mais valorizado lá fora do que em casa. O Rui Tavares fez um trabalho fantástico aqui e abriu portas a outros portugueses, tal como eu espero fazer no futuro. Por tudo isso é que o Sepahan foi buscar outro treinador português”, analisou.

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