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Jéssica Silva: «Sinto que estou a voltar ao melhor de mim»

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A transferência desta época para Kansas City e o regresso às boas exibições pela seleção portuguesa de futebol feminino reforçaram a confiança de Jéssica Silva, mas a jogadora garante que o seu melhor está ainda para chegar.

Jéssica Silva: «Sinto que estou a voltar ao melhor de mim»

Ainda não é a minha melhor fase. Na verdade, acredito que tenha sido a transferência para uma grande época e um grande próximo ano da Jéssica Silva. Sinto que estou a voltar ao melhor de mim, estou a ganhar essa consistência, estou mais forte e estou mais rápida outra vez. O objetivo ao ter ido para os Estados Unidos também era esse: jogar, conquistar minutos e apresentar-me também na seleção da melhor maneira”, afirma à Lusa.

Na antecâmara de mais uma partida por Portugal, contra a Bulgária, em mais um jogo do grupo H de qualificação para o Mundial2023, a internacional portuguesa, de 26 anos, recordou o “ano difícil” que viveu recentemente, devido a uma grave lesão ainda ao serviço das francesas do Lyon, mas mostra-se otimista sobre o futuro.

Houve momentos muito difíceis, com a covid-19 à mistura, longe de casa, a recuperar de uma lesão e o isolamento foi difícil... Custou-me um bocadinho, mais até do ponto de vista emocional, independentemente de me considerar uma pessoa forte”, confessou, sublinhando: “Sentir-me agora assim, a voltar a ser o melhor de mim, é a melhor sensação do mundo, mas tenho a certeza de que o melhor está para chegar e sinto-me em boa forma”.

Em relação à experiência no Kansas, através da qual se tornou a primeira futebolista portuguesa a jogar na liga profissional dos Estados Unidos, Jéssica Silva realça a aprendizagem e a evolução que já sente dentro dos relvados, graças a um “campeonato muito competitivo” e recheado de “equipas homogéneas”, onde o físico e a velocidade ditam lei.

É um campeonato muito mais físico, muito mais veloz, com jogadoras muito rápidas e isso acrescenta ao meu jogo. Gosto da bola no pé também, mas ali obriga-me a ser um bocadinho mais direta, mais pragmática e eu sinto-me uma jogadora mais forte, mais potente também e mais objetiva”, reconhece, mas sem concessão da sua identidade: “Não quero deixar a magia apagar, porque, no fundo, é a minha essência”.

E como primeira portuguesa a jogar no campeonato daquela que será a maior potência mundial no futebol feminino, assume um papel de ‘pioneira’, confiante de que poderá ajudar a abrir portas a outras colegas de seleção, na qual não renega o estatuto de “referência” para as mais jovens.

Temos uma seleção com miúdas novas incríveis e que adoro vê-las jogar, com a sua magia, simplicidade e irreverência. Tenho a certeza de que em qualquer campeonato poderão brilhar. Não há nada que me dê mais gozo, porque nós temos de representar Portugal e as pessoas têm de perceber que em Portugal há realmente qualidade. Sinto-me afortunada por poder abrir esse caminho e ser uma das jogadoras a mostrar que Portugal tem qualidade”, finaliza.

O desafio entre Bulgária e Portugal, a contar para a quarta jornada do grupo H da fase de apuramento para o Mundial2023 de futebol feminino, está marcado para terça-feira, às 16:00 locais (14:00 em Lisboa), no Estádio Lokomotiv Plovdiv.

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